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Entrevista

Omelete Entrevista: Vince Vaughn e Malin Akerman

Ator e roteirista fala do filme ao lado da linda atriz que ficou conhecida depois de Watchmen

Marcelo Forlani
23.12.2009
17h00
Atualizada em
07.12.2016
02h05
Atualizada em 07.12.2016 às 02h05

O ator Vince Vaughn assina o roteiro da comédia Encontro de Casais (Couples Retreat), em que vive o marido da linda Malin Akerman, a Espectral de Watchmen. Os dois são levados por um casal amigo para um resort na esperança de férias, mas ao chegar lá descobrem que terão de participar das rodadas de terapias conjugais.

Confira abaixo ou na galeria de vídeos a entrevista com os dois, feita pelo nosso correspondente em Los Angeles, Steve Weintraub, do site www.collider.com. Se preferir, temos também a transcrição completa, cortesia da Carina Toledo.

Como vocês estão hoje?

Vince Vaughn: Estou ótimo, obrigado.

Malin Akerman: Estou bem e você?

Estou bem. Estou cobrindo para o Brasil hoje, então acho que a primeira pergunta é algum de vocês já foi ao Brasil?

MA: Eu nunca fui, infelizmente, você já?

VV: Não, é um dos lugares que eu realmente quero ir. O Carnaval parece ser muito divertido. É uma cultura ótima e um lugar lindo.

Eu concordaria com você. Eu já fui, é muito divertido, pessoas legais. Entrando no assunto desse filme, por um segundo. Como foi filmar em Bora Bora? Férias ou trabalho?

MA: Um pouco de cada, com certeza. Eu acho que foi um bom equilíbrio porque, sabe, sempre que você ficava muito acelerada ou cansada era só olhar para o mar lá fora e a calma entra em você. Foi fenomenal trabalhar lá, foi incrível.

Eu estava assistindo e fiquei absolutamente cativado pela água pela atmosfera...

MA: É fenomenal. É realmente um paraíso. Você não consegue encontrar muitos lugares como Bora Bora. Eu entendo porque as pessoas vão lá para a Lua de Mel, é espetacular.

Tenho uma curiosidade, você escreveu o filme, ou co-escreveu, não sei ao certo. Mas como foi no set? Ele seguiu o diálogo fielmente, como você lidou com a improvisação... Você poderia falar um pouco sobre isso?

VV: Bom, é como eu sempre trabalho. Eu apenas nunca tinha ganhado crédito por isso antes. Mas até em Penetras Bons de Bico, eu e o Owen escrevemos a maior parte desse filme. Esse aqui foi uma ideia original minha e aí o Jon [Favreau] deu uma boa repassada no filme. E aí uma ótima roteirista mulher, Dana Fox, pegou e trabalhamos melhor. E aí eu trazia os atores e trabalhava com eles em cada cena e eu ouvi muito a opinião deles. Eu pegava a opinião deles e usava para modelar o filme. O desafio, do ponto de vista de roteiro, é que você tem quatro histórias principais. Você tem quatro casais, cada um com seu próprio arco e jornada. Não é como quando há apenas um papel principal e os outros não sofrem mudanças. Todos eles estão sofrendo com as suas relações. Aqui você tem todos os quatro casais passando por uma jornada. E não são apenas quatro pessoas, são oito pessoas, porque são quatro casais. Então havia um grande desafio e pra mim foi importante que cada um tivesse "seu dia no tribunal", que cada um tivesse seus momentos e com autenticidade. Então o desafio do filme eu acho que realmente foi efetivamente montar e fazer jus aos relacionamentos, sem comprometer nenhum deles.

Eu já ouvi que no set você muda os diálogos com bastante frequência, eu diria, que nenhum take é igual ao outro. Verdade ou mentira?

VV: Bem verdade.

MA: Sim, bem verdade.

VV: Às vezes vamos fazer uma cena que é muito simples, fazemos e acaba logo. E às vezes coisas divertidas aparecem e você quer permitir isso.

MA: E muda tudo, sim.

VV: Uma vez a Malin inventou uma palavra para um xingamento na hora.

MA: Sim, foi muito colaborativo. Nós fizemos muitos ensaios preparatórios também, em que íamos lá e pensávamos "Ok, como vamos fazer essa cena? O que é isso? Não está funcionando, o que está funcionando? O que o seu personagem realmente diria?". Então teve muito disso também, o que é ótimo.

Eu preciso perguntar a grande pergunta: por que Guitar Hero e não Rock Band?

VV: Ah, o Guitar Hero foi o original.

Ok. Mas teve algum debate, vocês debateram entre as duas franquias?

VV: Na verdade, isso foi uma coisa que o Favreau colocou no roteiro, isso foi ideia dele. E eu gostei porque achei que é algo que muitas pessoas fazem e é divertido.

Sim, está muito popular agora. Vocês estão familiarizados, quer dizer, vocês jogam de verdade?

VV: Claro.

MA: Sim. Na verdade, nós acabamos de comprar o negócio do Beatles Guitar Hero Band. Eu ainda nem vi, isso tudo é novo pra mim. Eu só joguei uma vez, já joguei Guitar Hero uma vez. Eu estou super empolgada, nós nem montamos ainda, é tão novo assim. E eu estou muito empolgadada também. Meu marido é baterista, então não é justo que ele fique na bateria, então ele vai jogar com a guitarra e eu com a bateria.

Eu definitivamente preciso perguntar: cada filme tem suas cenas deletadas. Teve alguma coisa que vocês ficaram tristes quando viram que ia ser cortada, alguma história?

VV: Bom, tem muitas coisas que são engraçadas e que são cortadas, porque no fim das contas a questão é de como contar a história da melhor maneira que ela pode ser contada. Não é uma questão de cenas individuais. Mas isso que é o legal de ter os DVDs hoje em dia: as pessoas podem ver essas coisas. Não muito uma questão de algo que não deu certo e sim de questionar se você já não fez uma versão dessa cena que é engraçada e satisfatória, e então você estaria se repetindo de novo. O mesmo vale para diálogos e comédia. Às vezes uma fala pode ser engraçada, mas você já estabeleceu esse ponto da história antes e de maneira mais eficaz, então fica repetitivo. Você normalmente pega isso enquanto está escrevendo, você pensa "isso é meio que a mesma coisa".

Entendo totalmente. Eles já estão me dando o sinal. Eu queria agradecer vocês dois pelo seu tempo.