Filmes

Entrevista

Omelete Entrevista: Roland Emmerich

Diretor alemão fala sobre o filme-catástrofe 2012

Marcelo Forlani
12.11.2009, às 01H00
ATUALIZADA EM 03.12.2016, ÀS 15H01
ATUALIZADA EM 03.12.2016, ÀS 15H01

O alemão Roland Emmerich, que já havia destruído o mundo em Indepence Day e O Dia Depois do Amanhã (além de ter cometido Godzilla), está de volta para o seu primeiro filme desde 10.000 a.C.

E para falar sobre 2012, projeto que coloca em prática as teorias maias sobre o fim do nosso planeta, Emmerich conversou com nosso correspondente em Los Angeles, Steve Weintraub, do site parceiro Collider.com.

Veja o vídeo abaixo ou na Galeria de Vídeos ou leia a transcrição feita pela Carina Toledo:

Como você está hoje?

Rolando Emmerich: Muito bem.

Eu estou cobrindo para o Brasil, então queria perguntar se você já esteve por lá.

Sim, duas vezes.

E pra onde você foi?

Eu fui para São Paulo, e fui pessoalmente fazer as tomadas aéreas do Cristo Redentor no Rio, para depois eles poderem criar o Cristo digitalmente e fazê-lo cair.

Então você se obrigou a ir lá pessoalmente para as gravações?

Não me obriguei, eu tive sorte. Fiquei muito feliz e estava muito empolgado de ser eu mesmo porque eles queriam mandar outra pessoa mas eu disse "Não! Não mesmo! Eu irei pessoalmente!"

Eu sei que quando você estava criando este filme, e tentando vendê-lo, houve uma guerra de propostas e um monte de coisas de bastidores... O filme foi para a tela exatamente do jeito que você tinha criado originalmente, há tantos anos?

Sim, sim.

Esse filme tem uns efeitos muito loucos. Qual foi o efeito mais difícil, as cenas mais desafiadoras de todas?

Bom, tem algumas sequências ali em que você tem que criar todo o ambiente digitalmente. Eles sempre são relativamente difíceis de criar porque você percebe, por exemplo, quantos detalhes há em uma rua. Mas por sorte tivemos ótimas pessoas trabalhando nesse filme, como, por exemplo, nosso supervisor de efeitos especiais, que foi pessoalmente até Los Angeles e andou por lá com a sua câmera e tirou fotos de todos os detalhes. E aí ele pegava cada detalhezinho de uma foto e dizia pro nosso designer "Onde está isso na nossa rua?", e aquilo passava a ser incorporado. E eu acho que o amor pelos detalhes fica muito evidente nesse filme, porque ele têm muito essa preocupação. E pra fazer algo assim parecer real você tem que ser totalmente atencioso com os detalhes.

Eu tenho um Twitter, e esta manhã eu abri para que as pessoas me mandassem perguntas. A pergunta que eu mais gostei foi - e vou usar as palavras exatas - "Quando você vai virar homem e explodir o Universo?".

[risos] Bom, eu estou meio que trabalhando na trilogia da "Fundação" [do Asimov], que é quase isso. Mas não é tanto explodir mas sim impedir a destruição, a queda de um império galático.

Eu achei que era uma pergunta muito boa. O que eu quero te perguntar agora é se no DVD / Blu-Ray você vai colocar muitas cenas excluídas?

Não muitas. Nesse filme não tivemos muitas. Vai ter um final alternativo e duas ou três cenas e só.

Eu quero saber mais sobre o final alternativo mas antes eu tenho que te perguntar isso: eu soube que o projeto que você está fazendo agora é um Shakespeare?

Sim.

Esse será seu próximo filme?

Sim, é meu próximo filme. Vamos começar a rodá-lo em março.

Você pode falar um pouco sobre o que é?

Se passa durante a rebelião de Essex e é a história do aconteceu para que William Shakespeare, que era um ator, ganhasse crédito por todas essas peças que ele não escreveu.

E você é conhecido por filmes grandes, maiores que a vida. Esse será um filme menor para você?

Sim, o orçamento é abaixo de 30 milhões de dólares, será filmado na Alemanha. Vai usar uma tecnologia parecida e os mesmos supervisores de efeitos especiais do 2012. Ali, o problema provavelmente será criar pedaços da Londres do século 15.

Eu tenho que encerrar mas queria voltar ao assunto da Trilogia Fundação. Você imagina que esse será o seu próximo projeto depois do Shakespeare?

Sim, o plano é esse, mas nunca se sabe. Depende de quão bom será o roteiro que o Bob Rodat vai escrever.

E a última coisa: o final alternativo... é uma coisa que você pode falar ou não?

Ah não tem problema. O que acontece é que um desses barcos de cruzeiro em que músicos de jazz saem para tocar acaba sobrevivendo nessa versão. Mas era muito irreal para as pessoas, então nós cortamos.

Ok, eu tenho que encerrar, mas muito obrigado.

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