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Omeleca: <i>Geração X</i>

Omeleca: <i>Geração X</i>

José Aguiar
20.04.2003
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h14
Atualizada em 21.09.2014 às 13h14

Ai, ai. Que dizer desta pérola?

Produzido em 1996 como um piloto de série para a televisão, Geração X (Generation X, de Jack Sholder) atingiu rapidamente o status de uma das piores adaptações de quadrinhos já feitas. Baseado nas aventuras dos alunos mais jovens do Professor Charles Xavier (o mesmo mentor dos X-Men), o piloto até tem um certo valor... mostrou à Marvel como NÃO deve ser uma aventura dos super-heróis mutantes.

Ação não existe, interpretações também não, quanto mais um roteiro decente. Meia dúzia de efeitos especiais não foram suficientes para preencher este longa-metragem. Temos ainda de levar em conta que os protagonistas são os mutantes mais antipáticos possíveis - Jubileu (Heather McComb), Skin (Agustin Rodriguez), Monet (Amarilis), Mondo (Bumper Robinson), Buff (Suzanne Davis) e Refrax (Randall Slavin); ou que sua professora, Emma Frost (Finola Hughes), a Rainha Branca, veste-se como uma perua e usa peruquinha precursora (seria o mesmo cabeleireiro?) da usada pela Tempestade do filme dos X-Men. Não podemos nos esquecer que o outro professor, Banshee (Jeremy Ratchford), é igualmente fashion.

E o que dizer do vilão Russel Tresh (ou trash?), interpretado por Matt Frewer? O afetado não pára de fazer caretas enquanto tenta se apossar da imbecil Máquina dos Sonhos dos mutantes? Vade retro, capeta!

Como explicar que o Professor X possa ter admitido tanto mutante fuleiro em sua escola? No mínimo eram alunos reprovados no curso de heróis.

Disponível em vídeo, mas prefira mutantes com melhor pedrigree.

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