O Outro Lado das Redes | Aaron Sorkin diz que "nunca pensou" que Jesse Eisenberg recusaria o papel
O filme será exibido no Brasil durante a 50ª Mostra SP
Créditos da imagem: A Rede Social (Divulgação)
A interpretação de Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg em A Rede Social (2010), de David Fincher, foi tão aclamada que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator na época.
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Talvez por este motivo, nunca passou pela cabeça de Aaron Sorkin, responsável pela sequência O Outro Lado das Redes, que Eisenberg não gostaria de retornar ao papel.
"Faltavam só algumas páginas para eu terminar o roteiro para o novo filme quando encontrei ele em uma festa e disse, 'Vou te enviar algo em algumas semanas'. Ele sorriu e eu mandei para ele. Nunca me ocorreu que ele poderia não querer fazer", disse Sorkin em entrevista recente para Entertainment Weekly.
O diretor explicou que houve uma tentativa de convencer o ator a participar do projeto, mas que não funcionou.
"Foi a única vez que eu escrevi um plano. Eu não faço isso com filmes, mas eu fiz para as minhas conversas com o Jesse", revelou. "Eram só argumentos dos motivos pelos quais ele deveria topar. Incluindo que já sabiámos que ele seria ótimo, porque ele já foi. Também teve 'Aqui estão os grandes momentos que você vai poder interpretar no filme', eu abri tudo para ele."
Apesar de não ter sido convencido a participar do filme, o ator admitiu para Sorkin que as conversas o deixaram "mais perto de mudar de ideia" do que ele pensou que chegaria.
O pagamento também foi um tiro pela culatra, segundo Sorkin: "Eu sabia o quanto o estúdio estava oferecendo para ele, mas o dinheiro não motiva o Jesse. É irritante. Ele desmotiva ele, se qualquer coisa. É admirável. Ele se preocupa em não criar os filhos com dinheiro demais disponível."
Quem acabou ficando com o papel do criador do Facebook foi Jeremy Strong, mais conhecido pelo personagem Kendall Roy, de Succession, da HBO.
Tudo sobre O Outro Lado das Redes, continuação de A Rede Social
A trama acompanha a ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, interpretada por Mikey Madison, e o jornalista Jeff Horwitz, vivido por Jeremy Allen White, responsáveis por expor documentos internos da companhia.
As revelações deram origem à investigação conhecida como Facebook Files, publicada pelo Wall Street Journal em 2021. Os documentos apontavam preocupações internas da empresa sobre os impactos da plataforma na saúde mental de adolescentes, além da disseminação de desinformação e conteúdos relacionados à violência política.
O projeto marca o retorno de Aaron Sorkin à franquia, que assume como roteirista e diretor. Durante a CinemaCon, Sorkin explicou que decidiu voltar ao tema porque “não existe uma vida que não tenha sido tocada pelo algoritmo do Facebook”.
O elenco também conta com Jeremy Strong como o Mark Zuckerberg, o bilionário CEO do Facebook e Bill Burr como Charlie, membro de sua equipe jurídica.
Lançado em 2010, A Rede Social arrecadou mais de US$ 226 milhões mundialmente, conquistou três Oscars e se tornou uma das produções mais influentes já feitas sobre a indústria da tecnologia.
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