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O Gênio do Crime une Goonies e Willy Wonka em trama com cheiro de Copa do Mundo

Visitamos o set de filmagens da produção em São Paulo para te contar todos os bastidores

Omelete
4 min de leitura
Pedrinho
16.05.2026, às 06H00.

Poucas coisas são tão simbólicas para o brasileiro quanto nostalgia e figurinhas da Copa do Mundo e a nova produção nacional O Gênio do Crime promete unir ambos os elementos como ninguém – e o Omelete visitou o set de filmagens para descobrir se o filme pode cumprir o que promete. A produção baseada no livro de João Carlos Marinho acompanha as aventuras de um grupo de crianças na gráfica do Seu Tomé, um homem bom, proprietário de uma fábrica de figurinhas de futebol.

Porém, tudo começa a mudar quando uma fábrica clandestina de figurinhas surge próximo dali. Com figurinhas raras sendo facilmente compradas pela cidade, o número de álbuns cheios aumenta e Tomé não tem mais capacidade de dar todos os prêmios. Isso causa uma revolta quase tão grande quanto a dos palhaços Patati e Patatá, e as crianças tentam até quebrar a fábrica. É aí que Edmundo, Pituca e Bolachão, e mais adiante, Berenice, entram em cena para investigar a fábrica clandestina e logo descobrem que o local não pertence a um bandido comum, mas a uma quadrilha chefiada por um gênio do crime.

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O longa-metragem foi filmado na gráfica do jornal Estadão, no bairro do Limão e fomos acompanhar um dia de set. Não vimos nenhuma cena ser gravada, mas conversamos rapidamente com o elenco, composto por Ailton Graça (Seu Tomé), Marcos Veras (Mister Mistério) e o elenco infantil que inclui Francisco Galvão, Bella Alelaf, Breno Kaneto e Samuel Estevam que apesar de ainda não terem o mesmo apego às figurinhas que o público mais velho, estão crescendo acompanhando tudo com os pais.

O veterano Ailton Graça diz que “voltar a fazer um trabalho para criança é, de fato, uma delícia. E também fazer o seu Tomé, que é o dono da fábrica de figurinha. O cara criou toda essa promoção para as crianças comprarem figurinha, saber o nome do jogador, trocar figurinhas e ganhar um prêmio, que é ir para a final da Copa e conhecer de perto os seus ídolos. Então isso vale até para adulto”, explica. Ele continua falando sobre a mistura de Os Goonies e A Fantástica Fábrica de Chocolates e acrescenta Super 8, “que o [diretor Steven] Spielberg também fez, que tem uma garotada que está fazendo um filme. O filme tem essa atmosfera de investigação”.

Já Marcos Veras interpreta o detetive Mister Mistério, contratado pela sócia da fábrica para investigar o caso. Grande detetive no passado, hoje ele vive de pequenos casos e de um programa na internet que ele mesmo produz. O ator afirma que a imersão no seu personagem foi muito rica. “O figurino, por exemplo, me traz muito isso. Quando eu o coloquei, falei: ‘Meu Deus, eu virei um detetive!’”, brinca. Ele continua: “para mim é muito importante a caracterização. Quando falaram do bigode também, quando colocaram o chapéu, esse personagem começou a vir”.

Cena de O Gênio do Crime (Pivo Audiovisual)
Cena de O Gênio do Crime (Pivo Audiovisual)

Planejado para ser lançado entre a temporada de figurinhas e a estreia da Copa do Mundo, o filme promete levar o carinho dos brasileiros pelos álbuns da Copa para as telas. No dia da visita, pudemos conferir a caracterização do escritório de Seu Tomé, bem como a gráfica oficial das figurinhas e a clandestina. Todos os ambientes foram recriados no prédio. As figurinhas oficiais são feitas na prensa ativa do Estadão, enquanto as falsificadas ficam para uma máquina mais antiga, no subsolo do jornal.

O produtor Tiago Melo, idealizador do projeto, revela ser um fã de carteirinha do livro de João Carlos Marinho. “Gosto desde pequeno. Eu até resgatei meu livro de 11 anos. É um livro que traz uma grande aventura, mas também muito humor”, diz. Ele também conta que foi um processo muito longo de convencimento de todas as partes interessadas para ter autorização e verba para o projeto. “Fiquei quatro anos tentando trazer os recursos necessários. E a gente está encantado com o projeto. [Especialmente] eu, como produtor, podendo realizar algo que eu li quando era criança e amava.”

Já o diretor André Felipe Binder acrescenta a existência de um desafio esperado: “a maioria dos livros têm o dobro [de páginas] ou mais [que o roteiro do cinema]. Então, você tem que condensar a história para caber dentro de uma hora e meia, duas horas”. Ele também lembra de outra barreira – a dos costumes de cada época: “você tem que dar uma padronizada para o mundo que a gente vive hoje. Mas eu acho que todo o drama, mistério e todos os elementos que a gente ama do livro estão ali”.

Com uma estética e trama interessantes, O Gênio do Crime chega aos cinemas brasileiros no momento certo para conectar a geração alpha com a cultura das figurinhas. O filme já está em cartaz nos cinemas do Brasil.

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