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“Naatu Naatu” teve 100 variações de coreografia e 13 dias de filmagem, diz Rajamouli

Diretor indiano refletiu sobre bastidores de RRR em entrevista ao Omelete

Omelete
3 min de leitura
21.10.2026, às 08H00.
Cena de "Naatu Naatu", de RRR (Reprodução)

Créditos da imagem: Cena de "Naatu Naatu", de RRR (Reprodução)

S.S. Rajamouli deu ao Omelete uma oportunidade de espiar os bastidores de "Naatu Naatu", a sequência musical antológica do seu filme RRR: Revolta, Rebelião, Revolução. 

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Em entrevista durante sua passagem pelo Brasil para a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Rajamouli deu detalhes sobre a preparação e execução da cena, que catapultou "Naatu Naatu" até o Oscar de melhor canção original em 2023.

Confira o trecho a seguir o trecho do papo, onde Rajamouli também reflete sobre os temas de anticolonialismo do filme, que retrata uma amizade fictícia entre dois ativistas reais da independência indiana!

OMELETE: Você mencionou a cena de “Naatu Naatu”. A música e a cena se tornaram um marco cultural desde o lançamento, e muita gente tem curiosidade sobre os bastidores dessa sequência. Quanto preparo e ensaio houve, e qual era o seu objetivo ao colocá-la no filme?

RAJAMOULI: Bastante preparação. Desde a fase de coreografia, o coreógrafo, Sr. Prem Rakshith, com quem trabalho há tanto tempo, criou mais de 100 variações para o passo principal. Todos os passos eram tão complicados que ele tinha quatro duplas de assistentes. Enquanto ele coreografava, as pessoas se cansavam, os joelhos fraquejavam, e então ele colocava uma nova dupla de assistentes para tentar novamente. Foram 100 variações, e finalmente escolhemos algumas. Os atores praticaram por uns cinco dias, eu acho. Eles são dançarinos fantásticos, ambos, mas ainda assim tiveram que praticar. Você deve ter visto vídeos deles praticando, quase exaustos, sem fôlego. Depois disso, gravamos por uns 12 ou 13 dias, não me lembro exatamente. No final de cada dia, estávamos todos mortos de cansaço, mas voltávamos para casa realmente satisfeitos.

OMELETE: Como nós ficamos ao assistir! Além de toda essa exuberância, RRR também tem uma importância histórica, fala sobre a luta contra o colonialismo. Quão importante é essa mensagem para você, e como você viu o impacto dela no público fora da Índia?

RAJAMOULI: Para mim é muito claro. No caso de RRR, minha ideia era fazer um filme sobre amizade. Meu estilo de direção é querer que tudo seja maior que a vida, o maior possível. Quando eu estava querendo fazer um filme sobre amizade, pesquisei e descobri que dois combatentes da independência indiana, Alluri e Komaram, pertenceram ao mesmo período histórico, mas nunca se conheceram. Havia um período na vida deles em que ninguém sabe o que aconteceu, então pensei: quero contar uma história de amizade, aqui estão dois personagens históricos com lacunas em suas biografias, então achei minha oportunidade. Como estou falando de Alluri e Komaram, automaticamente os horrores do colonialismo entram na história, mas minha intenção não era falar sobre política – minha intenção era falar sobre a amizade.

*RRR: Revolta, Rebelião, Revolução está disponível para streaming no Brasil pela Netflix.

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