Bernardo Bertolucci

Créditos da imagem: Fiction Cinematografica/Eu e Você/Reprodução

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Morre Bernardo Bertolucci, diretor de Último Tango em Paris e Os Sonhadores

Cineasta tinha 77 anos

Natália Bridi
26.11.2018
07h20
Atualizada em
26.11.2018
07h48
Atualizada em 26.11.2018 às 07h48

Bernardo Bertolucci, o polêmico cineasta italiano responsável por Último Tango em Paris, faleceu em decorrência de um câncer aos 77 anos. A morte foi confirmada por Flavia Schiavi, representante do diretor. 

Apesar de ser mais lembrado por Último Tango em Paris, seu maior sucesso em Hollywood foi O Último Imperador, que levou 9 Oscars na cerimônia de 1988, incluindo duas estatuetas para Bertolucci: Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado (dividido com Mark Peploe).  Entre seus trabalhos mais conhecidos também estão O Conformista (1970), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, e Os Sonhadores (2003).

Nascido em 16 de março de 1941, em Parma, na Itália, Bertolucci era filho do poeta Attilio Bertolucci, tendo seguido os passos do pai e conquistado um prêmio aos 21 anos por sua poesia antes de decidir se tornar um cineasta. Seu primeiro trabalho foi como assistente de Pier Paolo Pasolini em Accattone - Desajuste Social (1961).

Em 2016, o diretor se envolveu em uma polêmica relacionada a Último Tango em Paris depois de revelar que a atriz Maria Schneider, na época com 19 anos, não foi informada sobre o que realmente aconteceria na "cena da manteiga". "Foi uma ideia que tive com Marlon [Brando, ator da cena] na manhã antes da filmagem”, afirmou o diretor, dizendo que se sentia mal, mas não arrependido, já que queria “a reação dela como mulher e não como atriz. Queria que ela reagisse como alguém humilhada. Acho que ela me odiou e odiou Marlon, porque não a avisamos”. Logo depois, Bertolucci esclareceu a própria declaração: “Eu especifiquei, mas talvez não tenha ficado claro, que eu decidi com Marlon não informar Maria que usaríamos a manteiga. Queríamos a reação dela pelo uso impróprio disso. Alguém pensou que Maria não sabia da violência com ela, mas isso é falso!”. Schneider morreu em 2011 por conta de um câncer, mas teve vários problemas psicológicos ao longo da vida.