Ministério da Cultura vai para Cannes com estratégia para o cinema brasileiro
A ideia é detalhar a estratégia de longo prazo do país para o setor
O Ministério da Cultura (MinC) apresenta nesta sexta-feira (15), no Marché du Film, em Cannes, a conferência "Brasil Além – a Próxima Década da Indústria Audiovisual Brasileira". O painel detalha a estratégia de longo prazo do país para o setor, prevista para o período de 2026 a 2035.
A conferência acontece das 10h às 11h no Palais Stage. Participam Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do MinC, Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil, e Tatiana Leite, CEO da Bubbles Project. A mediação é de Jonas Paloschi, chefe do setor cultural da Embaixada do Brasil em Paris.
A programação brasileira no Marché du Film inclui mais de 200 profissionais e 130 empresas credenciadas. Além do MinC, estão presentes a Ancine, o Ministério das Relações Exteriores, a ApexBrasil, a Embratur, a RioFilme, a Spcine, o Festival do Rio, o Instituto Nicho 54 e o Projeto Paradiso.
Quatro produções com participação brasileira foram selecionadas para o Festival de Cannes 2026. La Perra, coprodução do Chile e Brasil pela RT Features, está na Quinzena dos Realizadores. Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, de Bruno Santamaría Razo, coprodução de México, Brasil e Dinamarca pela Desvia, integra a Semana da Crítica. O curta-metragem Laser-Gato, de Lucas Acher, produzido por Balcão Filmes e Bruto Films, foi selecionado para a mostra La Cinef. Elefantes na Névoa, de Abinash Bikram Shah, coprodução de Nepal, Alemanha, Brasil, França e Noruega pelas produtoras Bubbles Project e Enquadramento Produções, concorre na mostra Um Certo Olhar.
O MinC, o Ministério das Relações Exteriores, o Instituto Guimarães Rosa e a Embaixada do Brasil em Paris apoiam a presença das equipes desses quatro filmes no festival.
A programação brasileira no mercado inclui ainda uma masterclass sobre coprodução entre Brasil e França, em parceria com a Paris Region Film Commission, no dia 15; um painel sobre inteligência artificial no setor audiovisual, promovido pelo Instituto Mais Mulheres e Cinema do Brasil, no dia 17; e o lançamento da plataforma Sala 54, do Instituto Nicho 54, voltada à distribuição internacional do cinema negro brasileiro, no dia 18.
No dia 18, a Matinée Brasil reúne Festival do Rio, RioFilme, Spcine, Embratur, Projeto Paradiso, Globo e MinC para apresentar agendas de trabalho e oportunidades de coprodução.
Um painel sobre coprodução Brasil-Japão, organizado pela Abrasia e pelo Cinema do Brasil, também está previsto para o dia 18, em alusão aos 130 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
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