Amor, Sublime Amor, Ataque dos Cães e mais: Os melhores filmes de 2021

Créditos da imagem: Netflix, Globo Filmes e Disney

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Amor, Sublime Amor, Ataque dos Cães e mais: Os melhores filmes de 2021

Equipe do Omelete escolheu suas produções favoritas do ano

A cozinha
23.12.2021
11h13

Então é Natal, e já é hora de recapitular tudo que se passou nesse ano tão instável de 2021. Começando com cinemas fechados e terminando com estreias que quebraram recordes, esse ano cinematográfico teve grandes altos e baixos, mas antes de elencarmos os piores filmes de 2021 (porque vai ter essa lista também) o Omelete focou em coisa boa e escolheu os seus filmes favoritos do último ano.

De vencedores do último Oscar à adaptações que nem estrearam no circuito comercial ainda, confira abaixo os melhores filmes de 2021:

Ela Morre Amanhã

Ela Morre Amanhã
Rustic Films/Divulgação

É verdade que o filme de Amy Seimetz foi feito em 2020, e para ser assistido em 2020 - há algo de unicamente angustiante, quase hipnotizante, em vê-lo na urgência de uma pandemia que ainda começávamos a entender, e que nos obrigou a encarar a nossa mortalidade tão de perto. Mas Ela Morre Amanhã chegou aqui no Brasil em 2021, e,como qualquer bom pedaço de cinema, é também atemporal: o material que ele usa para criar o seu horror caleidoscópico e contagioso é a insegurança humana, o desfazer psicológico que é inevitável dos momentos em que somos obrigados a parar e contemplar o que temos, quem está ao nosso lado, e o que vem a seguir. O exaspero existencial dos humanos machucados que Seimetz coloca em tela (especialmente o de Jane Adams, em atuação inesquecível), e a forma delicada como ela elabora seus traumas e onde eles os levam, não deixa nunca de ser dolorosamente, aterrorizantemente real - por Caio Coletti

Tick, Tick…Boom!

Tick, Tick…Boom!
Netflix/Divulgação

Assistir a Tick, Tick... Boom! é sentir na pele a urgência da criatividade e das ambições de Jonathan Larson. Isso porque a adaptação de Lin-Manuel Miranda é cheia de coração e é difícil não se apaixonar (ou, minimamente, se deixar envolver) pela versão irritante e charmosa que Andrew Garfield levou para as telas. O filme pode não ser perfeito, mas é um belo conto sobre fracassos, perdas, amizades, amores e esperança -- e quer melhor símbolo para representar um ano como 2021? - por Mariana Canhisares

Amor, Sublime Amor

Amor, Sublime Amor
Disney/Divulgação

Em um ano espetacular para os musicais (com filmes como Em Um Bairro de Nova York e Tick, Tick... Boom! para deixar os nossos corações quentinhos), Amor, Sublime Amor foi a carta de amor definitiva para os fãs do gênero. Pelos olhos de Steven Spielberg, o clássico dos palcos – que havia marcado o cinema em 1961– recebeu uma roupagem muito mais sensível e inclusiva, e que finalmente se aproxima do libreto de Arthur Larents. Além de aprofundar tanto a história como seus personagens principais (e também os secundários), o filme entrega sua melhor versão de Maria, interpretada por Rachel Zegler, e uma Anita perfeita, vivida por Ariana DeBose, e que faz jus à primeira versão de Rita Moreno. Ah, e vale também destacar a fotografia incrível Janusz Kamiński, que deixou muita gente (eu inclusa) de queixo caído. Resumindo: conceito, coesão e aclamação! - por Juliana Melguiso

O Ataque dos Cães

O Ataque dos Cães
Netflix/Divulgação

“Primoroso” não faz jus ao trabalho hercúleo de engenharia narrativa que a genial Jane Campion constrói com este faroeste subversivo. Deliberada em seu desvendar vagaroso dos personagens que povoam o universo do livro homônimo de Thomas Savage, ela faz das reviravoltas pessoais e globais que permeiam a trama, alicerces para sustentar a desconstrução do gênero como tipicamente o encontramos. Tomando pela mão o espectador e o conduzindo por surpresas orgânicas e ressonantes até o último minuto do filme, a cineasta reafirma seu domínio pleno da linguagem cinematográfica, enquanto versa de forma calorosa sobre amor, ódio, desejo, culpa, mágoa e vingança. No centro de tudo, Benedict Cumberbatch encontra o palco perfeito para a sua propensão ao exagero dramático, e Jesse Plemons, Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee oferecem o contrapeso necessário para que o experiente ator britânico brilhe como nunca antes na carreira - por Eduardo Pereira

No Ritmo do Coração

No Ritmo do Coração
Apple TV+/Divulgação

No Ritmo do Coração (CODA) é uma tradicional história de amadurecimento, mas com um grande coração (trocadilho não intencional). A trama acompanha Ruby (Emilia Jones), adolescente que é a única ouvinte em uma família de surdos, mas tem na música sua grande paixão. Ela se vê dividida entre dois mundos neste drama familiar que é repleto de momentos emocionantes e atuações comoventes. Leia a nossa crítica e confira a entrevista com a diretora Sian Heder, que falou como foi a busca por atores surdos para compor o elenco do filme - por Beatriz Amendola

Bela Vingança

Bela Vingança
Universal Pictures/Divulgação

Bem montado, tenso e surpreendente, Bela Vingança explorou trauma melhor do que qualquer outro filme em 2021. Com algumas das cenas mais marcantes do ano, o longa é mais um exemplo do talento incrível de Carey Mulligan, que recebeu sua segunda indicação ao Oscar por esse trabalho genial - por Nico Garófalo

Turma da Mônica: Lições

Turma da Mônica: Lições
Globo Filmes/Divulgação

Calma, Turma da Mônica: Lições ainda não chegou no circuito comercial - ele estreia em 30 de dezembro - mas com algumas pré-estreias e exibições para a imprensa realizadas já teve gente que conferiu o que, para mim, é certamente o maior filme do ano. Elevando todos os elementos que já funcionaram muito bem em Turma da Mônica: Laços, o novo filme é o raro caso de sequência que supera o original, e é capaz de converter até os mais críticos do primeiro filme. Aqui, Daniel Rezende e a Turminha atingem um nível de harmonia difícil de testemunhar numa produção, ainda mais em uma adaptação de HQ, e provocam lágrimas de emoção, alegria e orgulho. Mal posso esperar para poder ver de novo - por Julia Sabbaga

Vingança e Castigo

Vingança e Castigo
Netflix/Divulgação

O black western da Netflix facilmente chama atenção por seu elenco recheado de alguns dos melhores nomes do cinema negro norte-americano, além de ter o rapper Jay-Z como co-produtor, mas foi pela trama e atuações que Vingança e Castigo se tornou uma das melhores produções de 2021. Com um enredo simples e objetivo, o filme de 140 minutos entretém com perfeição, sem se preocupar com padrões estéticos ou narrativos - Pedro Henrique Ribeiro

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