Medley é filme teen que não romantiza a juventude, diz Mel Maia: "Perrengue real"
Inspirado no best-seller de Keka Reis, filme simboliza nova fase na carreira da atriz
Créditos da imagem: Mel Maia em cena de Medley (Reprodução)
Lola passa por uma jornada de grande transformação no filme Medley - e a atriz Mel Maia acompanha esse arco de perto, em uma performance dedicada que mostra, acima de tudo, o amadurecimento da ex-estrela mirim de Avenida Brasil.
Na trama, a jovem e retraída Lola tem a personalidade marcada pela misteriosa ausência do pai. A relação com a mãe também é difícil e, depois de uma briga, ela decide passar as férias sozinha em outra cidade - é lá que ela se apaixona, faz novos amigos e entra para o time de natação da cidade.
A seguir, confira o papo do Omelete com Maia sobre o filme!
OMELETE: Medley é inspirado no livro da Keka Reis, que pra mim é um dos melhores da recente safra de literatura jovem-adulta brasileira. O que nessa história te atraiu, como atriz, e quais foram os temas que você estava animada para explorar quando leu o roteiro?
MAIA: Quando li o roteiro, o que me encantou foi a forma como a história não romantiza a juventude. Sabe quando a gente vê o perrengue real dessa fase? A cobrança para dar certo, a pressão de tentar se encontrar no mundo… A Lola me conquistou porque ela é muito humana: erra, sente dor, mas também tem uma força enorme.
OMELETE: Também tem um elemento bastante físico nesse papel – a Lola é uma atleta, você precisa demonstrar essa aptidão durante o filme. Como foi o seu treinamento para esse aspecto do personagem? Você já tinha afinidade com a natação?
MAIA: Eu não praticava natação! Tive que encarar uma rotina de treinos diários para desenvolver a técnica, a respiração e a postura que a natação exige. Não é fácil, porque o esporte exige muita técnica e dedicação. Mas valeu cada minuto, e o treinamento me ajudou demais a entrar na personagem.
OMELETE: A Ana Luiza Azevedo, que dirige Medley, tem uma sensibilidade enorme pra histórias de juventude – lembro de assistir e amar Antes Que o Mundo Acabe na adolescência. Como ela tratou a história da Lola, e o que você acha que fez diferença na abordagem dela?
MAIA: A Ana é maravilhosa! Ela tem um olhar muito atento e conduziu a história da Lola com muito carinho. Um dos grandes diferenciais foi criar um ambiente de parceria no set, em que a gente conseguia construir cada emoção com leveza e verdade. Foi um privilégio imenso ser dirigida por ela.
OMELETE: Tem três projetos seus – Medley, Apenas 3 Meninas e Ataque ao Metrô –, que pra mim mostram como você está investindo em diferentes gêneros no cinema. Se estabelecer nesse sentido é importante pra você? Como você vê a convergência desses títulos?
MAIA: Muito! Para mim, o mais legal de atuar é justamente não ficar presa a um único gênero. Gosto de explorar histórias e personagens diferentes, sem ficar limitada a um só tipo de papel. Fazer um drama jovem como Medley, participar de um projeto tão diferente como Apenas 3 Meninas e depois encarar o clima mais tenso de Ataque ao Metrô é o que me dá gás. Estou num momento da carreira em que quero continuar me desafiando e explorando novas possibilidades.
*Medley já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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