Filmes

Entrevista

Megamente: Omelete entrevista Will Ferrell e Tina Fey

Dupla fala da sua relação com os super-heróis e das gravações de suas vozes

Érico Borgo
02.12.2010
00h00
Atualizada em
21.09.2014
14h12
Atualizada em 21.09.2014 às 14h12

Na animação Megamente (Megamind), da DreamWorks Animation, Will Ferrell e Tina Fey emprestaram suas vozes a dois dos personagens principais. O comediante interpretou o personagem-título, Megamente. Já a atriz e roteirista de 30 Rock deu vida à repórter Roxanne Ritchi.

No filme de Tom McGrath, codiretor da série Madagascar, o supervilão Megamente enfim derrota o seu rival, Metro Man (Brad Pitt), mas, com o super-herói fora de cena, é ele quem precisa salvar o dia quando outra ameaça surge na cidade.

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O Omelete conversou com Ferrell e Fey em San Diego, onde eles comentaram sua relação com os super-heróis e como foram as gravações de suas vozes.

Qual a relação de vocês com os super-heróis?

Will Ferrell - Ih, sou provavelmente a pior pessoa do mundo para responder a essa pergunta...

Tina Fey - Eu gosto de super-heróis. Cresci com os clássicos, como Batman, mas aquele de Adam West, e os filmes de Superman de Christopher Reeve.

WF - Ah, e o Hulk de Bill Bixby.

TF - E a Mulher-Maravilha, claro. E a Poderosa Isis, ela conta?

Claro que conta!

TF - Ela e o Shazam então!

Por que vocês acham que precisamos de super-heróis?

TF - Acho que pelas histórias simples de bem contra o mal que esses filmes geralmente trazem...

WF - E também porque o mundo está ferrado, cada vez pior, e os super-heróis nos transportam para um lugar diferente.

Vocês não trabalharam juntos, certo? No estúdio de dublagem?

TF - Nós trabalhamos, sim! Fizemos algumas cenas juntos.

WF - Tivemos essa sorte de fazer algumas sessões de gravação lado a lado.

Isso é muito raro em animações com grandes nomes!

WF - É raro, sim, mas tivemos essa sorte de dividir o espaço, interagir na mesma sala, fazer contato visual e brincar com isso.

O que é mais legal em viver um personagem animado?

TF - A melhor parte é que eles podem nos fazer superbacanas, ahaha, cair de um prédio e coisas assim.

WF - Cair de prédios e viver para contar a história pra você depois. Também é ótimo que não precisamos nos preocupar com o peso e o colesterol. Assim fica fácil vestir colante branco.

TF - Falando sério, foi ótimo ficar fechada naquele quarto escuro, tentando expressar coisas apenas com a voz. E é incrível a sensação de ver sua personagem animada depois, dizendo suas falas e atuando muito melhor que você! Ela é bem mais expressiva que eu em tantos níveis, sério mesmo. Não conseguiria atuar daquele jeito se estivessem me filmando.

WF - Eu achei um pouco difícil, na verdade. Especialmente as cenas mais emocionais. É algo que exige muita habilidade. Tenho enorme respeito e admiração por dubladores profissionais.

Vocês opinaram em algum aspecto visual do filme?

WF - Quando eles chamam o ator que emprestará sua voz aos personagens de filmes como este, normalmente os designs já estão todos bem definidos.

Às vezes eles tentam dar ao personagem alguma característica do ator que o interpreta. Isso não aconteceu aqui então?

TF - O que eles fizeram conosco foi nos filmar durante a sessão de dublagem para usar alguns gestos nossos na animação. Fora isso, não vejo nada meu na minha personagem. Fora o traseiro. O traseiro é o meu. Ahahahaha.

WF - Eles usaram algumas caretas minhas. Mas só isso.

Se você fosse um supervilão, qual seriam seus planos para o mundo?

WF - Hum. Acabar com os rappers. Que diabo é esse som que eles fazem?

TF - Curiosamente, a primeira coisa que me vem à mente é explodir todas as televisões. Mas acho que é bom eu falar isso bem baixinho.

Vocês se divertiram? Fariam mais um?

WF - É pra isso que trabalhamos, não? Pra fazer a sequência. Toca aqui!