Logan "é uma guerra declarada" contra clichês de filmes de herói, diz James Mangold

Créditos da imagem: Ben Rothstein/Marvel/Reprodução

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Logan "é uma guerra declarada" contra clichês de filmes de herói, diz James Mangold

"Eu nunca quero fazer um filme que alguém chame de algum lixo como 'frenético'", falou o diretor

Arthur Eloi
12.02.2018
14h33
Atualizada em
14.02.2018
05h13
Atualizada em 14.02.2018 às 05h13

Mesmo tendo dirigido dois longas do WolverineJames Mangold não é lá o maior fã de filmes de heróis. Após exaltar seu desgosto por cenas pós-creditos e Easter Eggs, o cineasta agora explicou que não gosta que Logan seja comparado com "clichês" do gênero.

"Assim como eu e [os roteiristas] Scott FrankMichael Green deixamos claro a partir da segunda página do roteiro, tinhamos uma espécie de manifesto no script declarando que não seria uma dessas m*rdas cheias de computação gráfica, com gente caíndo dos prédios e tudo mais. É uma guerra declarrada contra esse tipo de filme."

"Foi por isso que partiu meu coração ver quando Claudia [jornalista da Variety] classificou Logan como "frenético", seria melhor me esfaquear no olho. Eu nunca quero fazer um filme que alguém chame de algum lixo como 'frenético', é um clichê dizer 'ah o cara dos filmes de ação, faz filmes frenéticos'. Eu tentei fazer um filme inspirado na obra de Yasujiro Ozu, mas com mutantes", conclui.

Logan chegou aos cinemas em março de 2017 e arrecadou US$ 616 milhões mundialmente, além de várias críticas positivas pelo seu tom diferente das outras produções de super-heróis - leia a nossa crítica.

O longa foi o primeiro filme de herói reconhecido pelo Oscar na categoria Melhor Roteiro Adaptado. A história de James Mangold escrita pelo próprio diretor com Scott Frank e Michael Green, concorre por uma estatueta com Me Chame Pelo Seu NomeArtista do DesastreA Grande Jogada e Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi.