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Lembra desse? <i>Mestres do universo</i>

Lembra desse? <i>Mestres do universo</i>

JA
04.04.2003, às 00H00.
Atualizada em 05.11.2016, ÀS 06H02

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Em 1987, com a Mattel em busca dos últimos níqueis possíveis com a franquia He-Man, o anabolizado herói de Etérnia chegou aos cinemas na pele do canastrão sueco Douph Lundgreen, no filme Mestres do Universo.

Lundgreen, que já havia provado sua falta de talento em Rocky IV, no abacaxi Grande anjo negro (plágio de O predador) e depois destruindo O Justiceiro, não decepciona. Quase monossilábico, transforma sua personagem em algo menos do que unidimensional.

Dirigido por um tal Gary Goddard, ele vem à Terra encontrar uma maneira de derrotar o Esqueleto (o excelente Frank Langella) num filme sem grandes atrativos. Curioso é que aqui, apesar da boa maquiagem, o vilão tem cara branca e, óbvio, pescoço. Detalhe anatômico que a personagem do desenho não possuía.

A aventura até que começa bem. Esqueleto enfim tomou o Castelo de Grayskull e devastou Etérnia. He-man, Mentor e Teela, aliados ao infame anão Gwildor (um infeliz substituto ao Gorpo), fogem do planeta e acabam acidentalmente em nosso simpático mundo, em busca da última esperança: a Chave Cósmica. Aí começa a sessão da tarde, com toda sorte de desnecessários elementos cômicos e econômicos possíveis.

Chegando aqui, tornam-se amigos do casal de adolescente chatos, Kevin e Julie (Courteney Cox, de Friends, pagando mico de início de carreira) garantindo o engraçadinho choque cultural.

Mesmo com o Esqueleto invadindo a Terra, a produção não decola. Primeiro, ele envia o Homem-Fera e Maligna, só para apanharem dos nativos. Nem a chegada de seu exército se faz notar.

E o que era a tal Chave Cósmica? A música; algo desconhecido em Etérnia, capaz até de abrir portais entre mundos. Por sorte, o xarope Kevin era um músico de segunda, capaz de operar a dita chave. Mais piegas, impossível.

No final, He-Man enfim entoa seu bordão, duela com o vilão e liberta Etérnia.

Todavia, que fim levaram seus pais, Gorpo, o Gato Guerreiro e todo o resto das personagens que sequer são citados? Teriam morrido? Nem o príncipe Adam existe na produção. He-man é He-man e ponto final. Uma lástima. De tão descaracterizada, somente em raros momentos essa parece uma história de He-Man e Cia.

A produção picareta de Menahem Golam e Yoram Globus (que no mesmo ano destruíram a cinessérie Superman) até conseguiu pagar seus custos (17 milhões de dólares) e gerar lucro fora dos Estados Unidos. No entanto, não foi o suficiente para garantir a continuação que o Esqueleto prometeu ao fim dos créditos ao inutilmente gritar: Eu Voltarei!.

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