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Julgamento contra Paramount e Warner Bros. começará em março de 2027, entenda

Julgamento antitruste da fusão Paramount-WBD é marcado para março de 2027

Omelete
2 min de leitura
04.08.2026, às 18H19.
Julgamento contra Paramount e Warner Bros. começará em março de 2027, entenda

Créditos da imagem: Reprodução

A juíza que supervisiona o processo movido por 12 estados americanos para bloquear a fusão de US$ 111 bilhões entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery marcou o início do julgamento para março de 2027, em um revés para o estúdio, que pedia que a data fosse em novembro de 2026.

A decisão tem consequências financeiras diretas para a Paramount. A partir de 1º de outubro, a empresa terá que pagar uma taxa diária de aproximadamente US$ 7 milhões aos acionistas da Warner até que o negócio seja concluído – o que pode resultar em um custo total superior a US$ 1,5 bilhão, considerando o tempo necessário para o tribunal emitir uma decisão sobre o caso antitruste.

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Em comunicado, um porta-voz da Paramount afirmou: "Respeitamos a decisão do tribunal e continuamos acreditando que um julgamento de mérito é a melhor e mais direta maneira de provarmos o que dissemos desde o início – esta transação é legal, pró-competitiva e não levanta preocupações antitruste. O processo contra nós não tem base em fatos, economia ou lei antitruste. Continuaremos a defender vigorosamente a transação e permanecemos comprometidos em fechá-la o mais rápido possível para que seus benefícios para a comunidade criativa e os consumidores possam ser realizados."

O julgamento terá duração de 12 dias, de 2 a 19 de março de 2027, com sessões diárias das 8h30 às 13h30. A conferência final ocorrerá em fevereiro, e ambas as partes devem finalizar seus memoriais até o início de abril.

Com esse cronograma, a Paramount corre o risco de esbarrar na chamada "data limite" de junho de 2027. Se o negócio não for fechado até lá, a Warner pode rescindir a fusão e cobrar uma taxa de USS 7 bilhões.

A equipe jurídica da Paramount é liderada por Beth Wilkinson – que defendeu com sucesso a Microsoft na compra da Activision Blizzard –, ao lado de Jeffrey Kessler e Paul Clement. Os estados são representados por Richard Parker e James Weingarten, do escritório Milbank. Weingarten foi o principal advogado do FTC no caso contra a Microsoft.

O processo movido pelos estados se soma a ações do Sindicato dos Roteiristas (WGA) e de acionistas da Paramount, colocando a aquisição em um impasse. Em artigo no The New York Times, o executivo da Paramount, David Ellison, afirmou que a fusão foi politizada e que os estados estão principalmente interessados em impedi-lo de controlar a CNN.

 

 

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