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Juiz rejeita a maioria das acusações de Blake Lively contra Justin Baldoni

Juiz do caso entende que Lively era uma contratada independente e não uma funcionária

Omelete
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02.04.2026, às 21H43.
Blake Lively e Justin Baldoni

Créditos da imagem: Reprodução

Em nova decisão judicial na quinta-feira, 2 de abril, o juiz Lewis Liman rejeitou 10 das 13 alegações feitas por Blake Lively contra Justin Baldoni. Foram descartadas as acusações de assédio sexual, difamação e conspiração. O tribunal entendeu que Lively atuava como "contratada independente" e não como "funcionária", o que inviabilizou as queixas com base na Lei dos Direitos Civis de 1964.

Entre as três alegações mantidas estão quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação. O julgamento segue marcado para 18 de maio. Em comunicado à Page Six, Sigrid McCawley, integrante da equipe jurídica de Lively, afirmou: "Este caso sempre foi e continuará focado na retaliação devastadora e nas medidas extraordinárias que os réus tomaram para destruir a reputação de Blake Lively porque ela defendeu a segurança no set. Essa é a causa que irá a julgamento."

A advogada acrescentou: "A maior medida de justiça é que as pessoas e o manual por trás desses ataques digitais coordenados foram expostos e já estão sendo responsabilizados por outras mulheres que eles atingiram. Blake espera testemunhar no julgamento e continuar a lançar luz sobre essa forma cruel de retaliação online."

Na decisão, o juiz Liman escreveu sobre uma das cenas do filme É Assim que Acaba: "Supondo que ele estivesse improvisando, a conduta não estava tão além do que poderia ser razoavelmente esperado entre dois personagens durante uma cena de dança lenta a ponto de gerar uma inferência de tratamento hostil com base no sexo. Pelo menos isoladamente, a conduta foi dirigida à personagem de Lively, não à própria Lively. Artistas criativos, tanto quanto roteiristas de comédia, devem ter algum espaço para experimentar dentro dos limites de um roteiro acordado, sem medo de serem responsabilizados por assédio sexual."

A defesa de Baldoni declarou estar "grata ao tribunal" e "ansiosa para apresentar sua defesa" no julgamento. Baldoni havia processado Lively e Ryan Reynolds por US$ 400 milhões, mas a ação foi rejeitada em junho. 

Entenda o caso Blake Lively vs Justin Baldoni com detalhes

No processo de Blake Lively, a atriz acusa Baldoni de mostrar a ela vídeos de mulheres nuas, discutir com ela o seu vício antigo em pornografia e falar repetidas vezes sobre a morte do pai e do peso da atriz sem ser solicitado. Ele também teria tentado adicionar mais cenas de sexo em É Assim que Acaba, incluindo sequências de sexo oral e que mostravam o rosto de Lively enquanto chegava ao orgasmo.

A atriz também afirma que Baldoni promoveu um ambiente de trabalho hostil e que Baldoni tentou destruir a sua imagem na imprensa. A situação teria acontecido após choques criativos sobre o marketing do filme, com a atriz querendo um tom mais positivo e Baldoni querendo um foco na questão da violência doméstica. O diretor nega as acusações.

Além de Lively e Baldoni, É Assim que Acaba conta com Jenny Slate (Parks and Recreation), Brandon Sklenar (Vice) Hasan Minhaj e Amy Morton no elenco. Os produtores executivos são os próprios Blake e Justin ao lado de Hoover, Steve Sarowitz, Andrew Calof e Andrea Ajemian.

O filme teve orçamento de US$ 25 milhões e fez mais de US$ 350 milhões nas bilheterias. 

É Assim que Acaba está disponível na HBO Max.

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