Justiça decide a favor de Johnny Depp em caso de difamação contra Amber Heard

Créditos da imagem: Johnny Depp durante julgamento do seu caso de difamação contra Amber Heard (EVELYN HOCKSTEIN / POOL / AFP)

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Justiça decide a favor de Johnny Depp em caso de difamação contra Amber Heard

Veredito foi revelado na tarde de hoje (1º), após seis semanas de julgamento

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01.06.2022, às 16H22
ATUALIZADA EM 01.06.2022, ÀS 16H48
ATUALIZADA EM 01.06.2022, ÀS 16H48

O júri do caso de difamação de Johnny Depp contra Amber Heard decidiu que a acusação do ator era procedente. A ex-mulher do ator foi condenada a pagar US$ 15 milhões a ele pelo júri, mas a juíza do caso diminuiu o valor para US$ 350 mil, de acordo com a lei do estado da Virginia, onde o julgamento aconteceu.

Enquanto isso, poucas das contra-acusações de Heard, que também processou Depp por difamação, foram consideradas procedentes. O ator foi condenado a pagar US$ 2 milhões a Heard, mas também terá a pena reduzida conforme a lei. O veredito foi revelado hoje (1º) e repercutido pela Entertainment Tonight.

Após a revelação da decisão, Heard liberou um comunicado à imprensa: "O desapontamento que sinto hoje não pode ser expressado. Estou com o coração quebrado ao saber que a montanha de evidências que apresentamos não foi o bastante para encarar o poder e influência desproporcionais do meu ex-marido. Estou ainda mais desapontada com o que esse veredito significa para outras mulheres. É um revés. O relógio é mandado para trás, para um tempo no qual uma mulher que contava sua história podia ser publicamente envergonhada e humilhada".

"Violência contra a mulher é um assunto que precisa ser levado a sério. Eu acredito que os advogados de Johnny foram bem-sucedidos em sua missão de fazer o júri ignorar a questão da liberdade de expressão, e as evidências tão conclusivas que nos fizeram vencer o julgamento no Reino Unido. Estou triste por ter perdido esse caso. Estou mais triste por ter perdido um direito que achava ter como americana - o direito de falar livremente e abertamente", completou.

Depp processou a atriz de Aquaman em março de 2019, alguns meses depois de Heard publicar um artigo de opinião no Washington Post que, segundo os representantes do astro de Piratas do Caribe, implicitamente o acusava de violência doméstica durante o casamento dos dois.

Embora o texto não citasse Depp pelo nome, Heard se definia nele como "uma figura pública representando a questão do abuso doméstico", e detalhava reações negativas à sua decisão de falar publicamente sobre isso. No seu processo, Depp alegou que o artigo teve impacto direto em sua carreira.

Durante o julgamento, tanto ele quanto Heard detalharam como o caso foi prejudicial para suas vidas profissionais. Depp disse que foi retirado dos planos futuros para a franquia Piratas por causa das acusações, enquanto a ex-mulher do ator alegou que seu papel em Aquaman: The Lost Kingdom foi reduzido pelas mesmas razões.

Durante as seis semanas do julgamento, os jurados (cinco homens e duas mulheres) ouviram mais de 60 testemunhas, incluindo os próprios atores - que falaram várias vezes cada um. Os advogados de Depp alegaram que Heard era na verdade a abusadora da relação, enquanto a atriz reiterou suas acusações de violência doméstica.

Anteriormente, Depp já havia perdido um processo no Reino Unido, contra o tabloide The Sun, que o caracterizou como "espancador de esposas" em uma matéria. O juiz daquele caso opinou que o termo era apropriado, uma vez que as acusações de Heard são "substancialmente verdadeiras".

Depp e Heard foram casados entre 2015 e 2017. As alegações de violência doméstica foram levantadas por Heard inicialmente durante o processo de divórcio, eventualmente finalizado com um acordo entre as duas partes - que não incluía admissão de culpa por parte do ator, mas tampouco linguagem que o absolvesse da acusação.

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