Jodie Foster diz que F1 tem marcas de roteiro feito por IA
Longa premiado, segundo Foster, é um exemplo de como a IA pode criar algo "grandioso e belo"
Créditos da imagem: Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes/Divulgação
Um dos maiores sucessos de bilheteria de 2025 pode ter sido escrito por inteligência artificial. Pelo menos é o que acredita Jodie Foster, eterna Clarice Starling de O Silêncio dos Inocentes.
Durante uma palestra no Aspen Ideas Festival, a atriz afirmou que o debate sobre a IA deixou de ser uma preocupação a longo prazo e já faz parte da realidade de Hollywood. Para ela, o filme F1 representa esse cenário: "Não digo isso de forma depreciativa. Como poderia? Esse filme arrecadou milhões de dólares. Mas eu olho para um filme como F1 e penso: 'F1 foi feito por inteligência artificial'. Não foi?", questionou.
Em seguida, ela continuou: "Quer dizer, a estrutura era exatamente a estrutura que você aprenderia na escola. Os atores diziam as falas exatamente da maneira como seriam escritas se um computador estivesse digitando exatamente o que seria apropriado para aquele momento. E eles conseguiram dominar a tecnologia para criar algo grandioso e belo, e potencialmente com muitas informações vindas de outras fontes.”
Foster também voltou a alertar que a inteligência artificial "acabará com muitos empregos" em Hollywood e defendeu que os sindicatos garantam uma remuneração justa aos artistas cujas imagens ou performances forem utilizadas pela tecnologia: "Vocês podem usar meu ator 20 vezes, mas vão pagar a ele 20 vezes mais. E acho isso justo", afirmou.
Um próprio filme estrelado por Foster, segundo ela, teve o auxílio da IA, mas a atriz não gostou do resultado final. Ela revelou que o mistério francês A Private Life, dirigido por Rebecca Zlotowski, traz uma sequência de sonho criada com ajuda da tecnologia. Embora tenha reconhecido que o resultado visual ficou interessante, afirmou que as imagens "não faziam sentido".
Ainda assim, Foster acredita que a IA pode ser útil em etapas como storyboards e pré-visualizações, desde que permaneça sob controle dos cineastas: "O que todos nós gostaríamos é que os cineastas pudessem dominar a IA e nunca perdessem isso de vista. Se formos capazes de dominar a IA de forma consistente ao longo do tempo, seremos capazes de criar coisas que nos representem e fazer as coisas melhor", concluiu.
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