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Jesse Eisenberg diz que foi "bloqueado" de filmes de super-herói após Batman vs. Superman

Ator afirma que o Framboesa de Ouro por interpretar Lex Luthor influenciou sua carreira e o levou a investir na direção e no roteiro

Omelete
3 min de leitura
19.10.2026, às 11H25.
Jesse Eisenberg como Lex Luthor em Batman vs. Superman:  A Origem da Justiça

Créditos da imagem: Jesse Eisenberg como Lex Luthor em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça

Jesse Eisenberg afirmou que deixou de conseguir papéis em grandes produções de Hollywood após receber o Framboesa de Ouro de Pior Ator Coadjuvante por sua interpretação de Lex Luthor em Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016). Durante uma conversa no Festival de Cinema de Londres, o ator revelou que a recepção negativa ao filme de Zack Snyder contribuiu para sua decisão de investir na carreira de roteirista e diretor.

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“Olha, grande parte disso veio do medo”, disse Eisenberg ao explicar a mudança de trajetória profissional. “Eu não conseguia mais papéis em filmes de estúdio porque tinha ganhado um Framboesa de Ouro por [estar no] filme do Batman… e eu vi a trajetória que isso ia seguir.”

O ator também descreveu a instabilidade da indústria cinematográfica e a pressão constante para manter uma carreira em ascensão. Segundo ele, a falta de oportunidades pode fazer com que profissionais sejam rapidamente esquecidos por Hollywood.

“Se você é ator, está constantemente em pânico pensando: 'Estou numa ascensão ou numa queda?' Porque não existe um patamar estável”, explicou. Eisenberg acrescentou que, por ser uma pessoa paranoica, conseguia antecipar o que considerava uma possível queda em sua carreira.

Foi nesse contexto que ele decidiu ampliar sua atuação nos bastidores. “Então eu pensei: 'Preciso dirigir filmes'. Foi por isso que comecei a escrevê-los, só para manter minha carreira à tona, na verdade”, afirmou.

Na conversa promovida pelo British Film Institute (BFI), Eisenberg também comentou a principal lição que tirou da experiência: não insistir em buscar espaço em filmes de super-heróis quando a indústria não demonstra interesse em escalá-lo para esse tipo de produção.

“A indústria diz o que quer de você”, declarou o ator. Para ele, o reconhecimento negativo indicava que os estúdios não o enxergavam como alguém que deveria continuar naquele universo cinematográfico.

“E sabe, é o ator fracassado que diz 'Não, eu quero estar em mais filmes assim'. Não vai acontecer, eles não te querem lá e não teriam te dado um Framboesa de Ouro se quisessem. Esse é um prêmio para atuação ruim”, afirmou.

Eisenberg concluiu que, para construir uma carreira nas artes, é necessário compreender como o mercado reage ao próprio trabalho e adaptar suas escolhas profissionais às oportunidades disponíveis.

Eisenberg está em alta com A Grande Estreia (The Debut), comédia musical que escreveu, dirigiu e também integra o elenco, ao lado de Julianne Moore e Paul Giamatti. O filme, vale lembrar, é um dos fortes candidatos à temporada de premiações de 2027. Leia nossa crítica aqui. 

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