Ink | Danny Boyle admite uso de IA em cenas do filme que abriu o Festival de Veneza
O longa chega à Netflix em 8 de janeiro de 2027
Créditos da imagem: Ink (Divulgação)
Em entrevista recente para a Variety, o cineasta Danny Boyle esclareceu informações sobre o uso de inteligência artificial em seu mais novo filme, Ink, estrelado por Jack O'Connell, Guy Pearce e Claire Foy, que abriu o Festival de Veneza deste ano.
Durante os créditos finais, foi informado ao público que IA foi utilizada na produção, o que reacendeu o debate sobre o assunto.
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"Não importa o que eu penso sobre IA, importa o que gente de 20 e poucos anos pensa sobre isso", disse Boyle durante a entrevista. "A minha opinião é que é uma ferramenta muito útil, de várias formas, desde que você a use com respeito e pague atores, se você vai substituí-los por formas de IA ou algo assim."
"Da mesma forma que acontece com projetos de animação ou efeitos visuais de qualquer tipo. E tem uns 30 segundos de IA no nosso filme, nos quais animamos umas fotos antigas, o tipo de coisa que você já deve ter visto na internet, de fazer fotos antigas se moverem. Foi assim que a usamos", esclareceu o diretor.
"Ah, e também tem uns ratos. É muito bom para animais. Eu me envolvi em problemas com a PETA, tínhamos uns chimpanzés em Extermínio, no começo do filme, e eles me mandaram uma mensagem dizendo, 'Você não pode fazer isso de novo' e nunca mais fiz. Desde então tento usar animais de computação gráfica, mas a IA é muito boa em criar animais. Então fizemos uns ratos que correm pela redação do The Sun", explicou Boyle.
Veja a entrevista abaixo:
Ink acompanha a criação do tabloide britânico The Sun, mostrando a parceria entre o empresário Rupert Murdoch e o editor Larry Lamb, responsável por transformar o jornal em um fenômeno de vendas.
O roteiro é assinado pelo premiado dramaturgo James Graham, conhecido por produções como Dear England, Sherwood e Brexit. Segundo Boyle, a história mostra como o lançamento do The Sun ajudou a transformar o consumo de notícias e influenciou a mídia moderna décadas antes do surgimento de redes sociais como Facebook e X (antigo Twitter).
O filme chega em 8 de janeiro de 2027 na Netflix.
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