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Entrevista

Homem de Ferro 2 - Omelete Entrevista: Jon Favreau e Robert Downey Jr.

Diretor e ator encerram o Especial Homem de Ferro 2 no Omelete

Steve Weintraub
10.05.2010
21h04
Atualizada em
15.11.2016
20h06
Atualizada em 15.11.2016 às 20h06

Jon Favreau e Robert Downey Jr., diretor e astro principal de Homem de Ferro 2, têm enorme química, tanto trabalhando juntos no set como dando entrevistas. No último artigo do Especial Homem de Ferro do Omelete, eles falam sobre a história, as motivações de Tony Stark, o elenco, os arquétipos dos super-vilões, os riscos que eles puderam correr depois do sucesso do primeiro Homem de Ferro e muito mais, incluindo a participação de Downey Jr. nos próximos filmes do Marvel Studios. Confira!

Homem de Ferro é uma franquia diferente agora, pois o mundo sabe que Tony Stark é um super-herói.

Homem de Ferro 2

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Robert Downey Jr.

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Jon Favreau

Jon Favreau: Certo.

Nos quadrinhos isso demorou décadas pra acontecer. Você optaram por revelar logo no primeiro filme. Por que?

JF: O filme todo é baseado nisso. O que é legal é que não ficamos presos tentando evitar ou repetir outros filmes com heróis com identidades secretas. Então seguimos no caminho oposto, na verdade foi ideia do [produtor] Kevin Feige, que disse "por que ele não fala na coletiva de imprensa?". Eu disse, "boa sorte no próximo filme, porque eu não sei o que você vai fazer com isso". O que realmente aconteceria se você fizer isso? Como seus inimigos vão reagir? Como seus amigos vão reagir? Quanta atenção você terá chamado para si mesmo? Você se torna um grande alvo e a fama geralmente tem seu lado bom e seu lado ruim. Você ganha uma adoração tremenda e se torna maior que a vida, de certa maneira. E, por outro lado, você se torna como John Lennon, sabe? Você entende o que eu quero dizer? Quem imaginaria que aquilo aconteceria com ele por escrever música?

Ele começa então a viver uma existência paranóica agora, desde que ele se revelou?

JF: Bom, ele definitivamente está vivendo sob pressão, mas ele não é um cara introvertido. Mas você pode perguntar para ele.

[Robert Downey Jr. chega e se senta à mesa]

Oi!

Robert Downey Jr.: Olá.

Como você está?

RDJ: Bem.

JF: Como você tem um café e eu não?

RDJ: Você quer um? O que você está achando disso? [falando sobre a entrevista]

JF: Eu gosto. [risos] É como estar na Comic-Con.

Então, basicamente eu perguntei há um segundo sobre o fato de que o mundo agora sabe que você é o Homem de Ferro, já que foi assim que vocês terminaram o primeiro filme.

RDJ: Sim. É meio que uma loucura... eu acho que [Tony Stark se revelar como Homem de Ferro] da última vez foi o nosso trunfo. Pensamos no que os filmes de super-heróis geralmente fazem, e tínhamos um referencial do que não queríamos fazer. Mas isso era uma coisa que não sabíamos se íamos mesmo fazer ou não.

JF: Foi ideia do Kevin e pareceu muito engraçado, uma besteira. E agora estamos provavelmente incitando toda a ação com a revelação dele e o que isso significa para uma pessoa real, em um mundo real, e então pesamos isso contra nossa realidade de super-heróis.

Então vocês exploram a motivação que o levou a dizer aquilo? Foi só por ego? Foi por que?

RDJ: Como sempre, metade das coisas que ele faz, ele não sabe bem porque fez. Ele age no momento porque parece apropriado fazer aquilo, ou porque para Tony Stark é contra o instinto dele ser totalmente desonesto. Então eu acho que quando aparece a oportunidade de dizer a verdade e de um jeito que é irrevogável, é melhor fazer logo de uma vez, quando as pessoas não podem te impedir no momento em que você está prestes a fazer, ou logo depois de ter feito. Também existe um pequeno problema de autoridade, porque dizem para ele não contar e isso é uma linha tênue, pois tem ligação com as questões com o pai dele, eu acho.

O que você diz sobre a nova armadura? Como é se mexer dentro dela?

JF: Bom, isso ele que deve responder, mas da minha perspectiva, nós fizemos de tudo para torná-la mais leve e flexível. E filmamos mais cenas com ela.

RDJ: É divertido. Vocês vão gostar de assistir eu e Happy Hogan mandando ver com ela. É tudo que eu tenho para dizer.

Você poderia falar um pouco sobre trabalhar com Mickey Rourke? Tanto seu personagem como o personagem dele parecem ter problemas com o pai?

RDJ: Certo. Temos muito disso no filme. Bom, eu até resgatei meu livro... como chama? Aquele livro que você disse "É, eu li isso. Por favor, leve isso embora, você está me deixando cansado".

JF: Writer's Journey?

RDJ: Sim, The Writer’s Journey. Eu busquei o velho Joseph Campbell e fiquei falando "mas nesse momento a figura do Inimigo nas Sombras não deveria estar próximo do Enganador?". E ele "Eu sei, eu sei, eu sei. Já li esse livro 40 vezes". E eu, "mas tipo, você leu a página 38?".

JF: É um bom livro. Um bom livro para esse filme também.

RDJ: Muito, muito bom. E conforme introduzimos novos personagens, tentamos não deixar apenas como um monte de gente, e sim diferenciá-los por arquétipos e se ater a essas regras. Essa, na verdade, é a parte complicada e percebemos isso um pouco da última vez. Agora estamos tentando aprofundar as coisas que tivemos mais tempo para considerar, como mostrar as obrigações militares dele e como é estar sob toda aquela pressão. Ficamos pensando em como seria a realidade de ter esse tipo de tecnologia. Provavelmente o Senado e o governo tentariam nos impedir por motivos legais, tipo a Indústrias Stark ficar presa por alguma patente, mas nem chegamos a esse ponto. Então, quanto mais entramos na realidade da situação, mais complexo e interessante foi ficando. Mas, respondendo sua pergunta, eu acho que trabalhei com Mickey um dia [até agora] e estamos prestes a filmar uma sequência grande juntos, nosso encontro inicial, que não termina muito bem. Mas até agora, tudo ótimo. Eu adoro o cara.

Que liberdades você tem com Tony agora, neste segundo filme, depois do enorme sucesso do primeiro? Quais são as coisas que você sente que pode ousar neste filme?

RDJ: Nudez frontal. Podemos falar sobre isso? As liberdades que tomei foi em pedir mais apoio. Eu sou o pintinho mais novo e tento ocupar o máximo de espaço que eu posso no ninho do Jon. Eu não dou chiliques, mas... Eu olho para ele de um jeito solene e magoado, por causa da nossa interação durante a parte criativa, durante a manhã. E talvez volte só depois do almoço. Posso ficar fazendo infinitos joguinhos com ele se eu quiser. Mas a verdade é que eu sempre quero estar mais próximo. Eu sempre quero estar mais próximo de você, Jon.

O que foi mais difícil desta vez?

RDJ: Tem sido mais difícil.

Por que era um grupo menor da última vez?

RDJ: Posso te dizer que tem sido intenso. E tenho sentido coisas que não esperava sentir. E tem mais pintinhos no ninho desta vez também. Agora eu tenho três cafés! Desta vez também ganho três cafés, sem pedir. Qual era a pergunta?

Quais liberdades você teve com Tony, além das liberdades como Robert? Que liberdades você tomou com o personagem?

RDJ: As liberdades com Tony... Eu não diria que tomei liberdades com o personagem porque, mais que tudo, eu tenho sido cauteloso para não fazer aquilo que vejo acontecer muitas vezes em continuações. Dizem, "Eles gostaram muito do nosso senso de humor então vamos quebrar tudo!". Quer dizer, algumas das coisas que fazemos vai além, mas acho que conquistamos cada passo dado com o tom da trama, sabe?

JF: E temos pessoas novas também, o que nos inspira, eu acho. Porque como evitar que isso seja mais um episódio da mesma coisa? Então adicionamos novos elementos a mistura.

RDJ: Então as liberdades que tomei é que agora sinto que sou o árbitro de todas as coisas apropriadas para Tony. Então eu tenho um senso de que tudo o que digo é a lei. Espero que isso não seja muito opressivo.

Há dez anos esse seria o elenco de um filme indie.

RDJ: Sim.

JF: Poderíamos ter feito dez filmes indies.

Você sente culpa?

JF: Eu acho que ótimo, quer dizer, é ótimo que-

RDJ: Um minuto. Ele perguntou se você sente culpa?

JF: Ansiedade, sim. Culpa, não. Não tenho sentido muita culpa.

A Marvel já repreendeu vocês sobre alguma coisa que vocês já filmaram ou que estão pensando em fazer?

RDJ: Já, por usarmos demais o Twitter e tirar por fotos perto do cenário. Mas todas as pessoas com poder de decisão criativa estão aqui diariamente e às vezes é uma verdadeira democracia. Realmente é.

JF: Acontece como vocês viram. Vocês perguntaram se podiam ver outros cenários. Eu disse, "Não sei, estamos ocupados. Mas a Viúva Negra está aqui do lado, vou ver". Chamei o Kevin e perguntei, ele disse que não sabia, por causa disso e daquilo. Eu disse, "Olha, eles estão aqui, você sabe que ela está lá. E o visual está muito legal, ela está ótima, você sabe". Então foi uma questão de conversar com eles e aí rolou. Isso nunca teria acontecido na Sony. Não seria possível ter o Venom no set ao lado e ter o cabeça da Sony dizer "ok, venha dar uma olhada". O diretor ou levaria vocês até lá e depois teria problemas, ou usaria a influência dele ou vocês teriam que passar por todo um processo, mas aquele cara é quem decide. Aqui o cabeça é o Kevin e ele entende. Ele sabia o que vocês iam ver e o que não iam, porque ele é um fã.

RDJ: Nós também temos um roteiro e tentamos elevar tudo à nona potência. Em alguns dias estamos no set e temos uma estrutura para a cena e como queremos que ela seja, mas aparecem tantas oportunidades em um dia bom em Homem de Ferro, que quando terminamos de gravar não imaginávamos que a cena nos levaria àquele lugar, quando começamos. Tem muitas coisas que adicionamos e, nesse sentido, quando você fala que esse seria o elenco de um filme indie, a abordagem ainda é a mesma. Essa é uma coisa que foi preservada, estamos sempre esperando encontrar algo ou que a melhor ideia vença. Às vezes é realmente estressante porque você fica esperando por esse ato de fé e duvida, com medo de que dê tudo errado e acabar perdendo um dia de filmagem, mas isso nunca aconteceu.

JF: Aqui, criativamente, estamos muito próximos de um coletivo de artistas. Mas não é um coletivo porque não mandamos em tudo. Por outro lado, um coletivo é diferente de um estúdio porque não há infraestrutura e as coisas não são feitas com a mesma rapidez de um estúdio, onde eles são equipados para esse tipo de coisa.

RDJ: E também pela equipe que temos e pela vivacidade da nossa equipe criativa. Por exemplo, em uma cena muito importante ontem entre eu e Pepper, uma semana ou duas antes eu fiquei obcecado pela ideia de por que ele foi parar lá com morangos. Eu estava pensando nisso enquanto dirigia para casa ontem a noite, sobre como isso funciona. Como Russell Bobbitt, nosso produtor de objetos, arranjou 30 mil morangos em 24 horas? Existe tanta fluidez e flexibilidade entre as pessoas que parece que podemos colocar a mão num chapéu e receber o que precisamos. Dito isso, nós já aprendemos que um pouco mais de planejamento ajuda muito.

JF: Planejamento compensa por coisas que não podemos mudar, como a coreografia que Scarlett estava fazendo. Ela já vem ensaiando aquilo por seis meses, eu acho. Três meses? Algum tempo enorme, desde que ela foi contratada. Ela tem trabalhado seis horas por dia com a equipe de dublês e agora está trabalhando dobrado, fazendo essas coisas enquanto estamos aqui trabalhando. Então, temos uma ética de trabalho incrível ali. Nesse momento nem posso dizer para mudar esse chute ou mudar aquele movimento, porque já está na memória do corpo.

Sobre o tom do filme, uma das coisas que tornaram o primeiro Homem de Ferro um sucesso tão grande foi o tom otimista e leve. Mas todos nós sabemos que Tony tem dias sombrios pela frente. Sabemos que existe um "demônio na garrafa" a espera. Até que ponto dá para levar o personagem a esse lugar sombrio e manter o tom que foi tão popular no primeiro? Vocês vão tentar encontrar um equilíbrio para isso desta vez ou sentem que ainda não estão prontos para isso? Estou curioso sobre como isso vai se desenvolver.

RDJ: Nós decidimos essas coisas... Não quero dizer durante o processo, mas sim, durante o processo. Quanto ao demônio na garrafa, é muita coisa para decidir em apenas um aspecto da trama, é uma coisa junto com todas as outras que estamos introduzindo, ou re-explorando ou explorando em maior profundidade. Tem uma linha disso que acho que está indo muito bem.

JF: Fazemos do nosso jeito. Existem vários caminhos possíveis-

RDJ: Ele está fora de controle.

JF: Nós não evitamos nada-

RDJ: Sério. Descontrolado.

JF: ... Mas fazemos nossa versão que não parece... Sabe, existem várias maneiras de lidar com isso.

RDJ: Inicialmente Jon teve uma ideia que me mostrava no TMZ tropeçando ao sair do parque, vestindo a armadura do Homem de Ferro, indo até uma porta e arrancando ela fora. Isso é bom visualmente, mas como funcionaria? Bem, isso poderia significar que o Senado poderia estar fazendo aquilo que fazem hoje, mas você está mostrando um trecho do TMZ sobre os motivos que você deveria entregar ao governo uma tecnologia sobre a qual eles não tem direito, na verdade. Muitas das coisas arriscadas que fazemos estão enraizadas no absurdo da vida real. E aí só subir isso um pouquinho acrescentando esse milionário, que tem essa tecnologia e, sabe, esse problema de saúde e tudo mais.

JF: Nós definitivamente gostamos do absurdo, mas acho que apostar no lado sombrio, ou no lado sombrio do absurdo, é um mercado que já está ocupado pelo [Christopher] Nolan e a equipe dele, e você não chegará mais fundo que isso tanto na tela, como fora dela. Esse peso tem muito significado e exploração emocional.

RDJ: Simplesmente não seria um bom dia-a-dia, pelo tipo de pessoas que temos na equipe. Não parece legal pesar a mão e fazer tudo sério. Aliás, de qualquer maneira, a maior parte dos dias pesados e sérios que tive sempre foram marcados com algum tipo de ironia, humor negro ou do tipo. Não é que estamos fugindo de abordar essas questões, mas estamos sempre buscando curativos.

JF: Apenas informamos esse lado escuro. Até no primeiro filme. Assisti Hancock, que pega coisas emprestadas dessa temática, do demônio na garrafa. E não podemos fazer da mesma maneira, sabe? E também não seria certo para nós. Até porque existe uma leveza no lado sombrio de Robert e queríamos usar isso no filme também. Então cenas pesadas são, às vezes, apenas outra oportunidade de aliviar a tensão das cenas de ação e nós nunca perdemos uma oportunidade. Todos esses alívios de tensão não estavam no roteiro do primeiro filme. A parte com os robôs, cair no deserto depois da fuga, a piada com a imprensa na coletiva depois que o avião cai - todas essas cenas foram oportunidades que encontramos e não deixamos passar porque é assim que nós funcionamos. Você entende o que quero dizer? É o nosso jeito. Então podemos lidar com esses temas, mas deixamos o absurdo informar isso também e tentamos manter o tom que encontramos e com o qual estamos muito confortáveis.

Você poderia falar um pouco sobre o tema central do filme, o envenenamento pelo reator no peito?

RDJ: Sim. Essencialmente tem todo o lance da crise de energia. O que ele construiu não era bem uma Duracell, estava mais para uma Ray-o-Vac, então agora ele passa por essa crise de energia. E tem o legado do pai dele que são essas feiras, a Stark Expo, que ocorrem uma vez a cada dez anos. E é meio que o santo graal do filme. Acho que é meio que o graal do filme, não?

JF: Sim. É uma inovação tecnológica que eleva tudo aquilo em que ele está envolvido para um novo patamar, porque ainda é uma tecnologia falha com a qual ele está trabalhando, não é? E, de certa maneira, ainda é meio que um sistema que o mantém vivo.

RDJ: Aliás, estive andando com esses caras esquisitos da ciência, esses loucos de mitologia, eu e Jon até fizemos amizade com alguns deles, eu fiquei mais amigo dos escritores estranhões que fazem palestras em universidades e o Jon fez mais amizade com os figurões dos negócios e tal. Mas eu disse para eles, sabe, que o paládio é o metal mágico, é o metal químico. E então descobrimos que a fusão a frio, uma daquelas tecnologias, era baseada em paládio. Então era essa situação engraçada em que eramos apenas uns estranhões interessados em ciência, mas nós estamos mesmo interessados é na história. Eu e o Jon nos desafiamos desta vez para fazer esse filme ser muito mais humano e fundamentá-lo de uma maneira mais profunda e emocional. Quanto mais você me colocar em uma atmosfera de realidade, mais animado vou ficar para ver até onde essa coisa vai.

Robert, esse personagem se tornou uma assinatura para você a essa altura, e continuará sendo provavelmente durante a próxima década. E depois você passa para Os Vingadores. Eu estou curioso sobre quão envolvido você está nisso e se talvez você se encontra com outros atores do filme, como Chris Hensworth, o novo Thor. Você encontra esses caras com quem você vai contracenar nesse filme?

RDJ: Certo. Bem, eu não tenho tantos dias de folga assim, mas ouço falar sobre o que está rolando. Realmente é uma questão sobre a família Marvel, então às vezes eles ligam dizendo "Estamos quase fechando uma decisão nisso aqui. O que você acha?" ou algo do tipo. Eu sei que tudo vai virar uma coisa só, então devo lembrar que não estamos presos ao meu Tony em Homem de Ferro e tudo isso. Aquilo é o que eu, Jon e todo mundo criamos da última vez, precisamos preservar isso e mandar para frente. Quanto a levar o personagem adiante junto com todas as outras oportunidades da Marvel, sabe, estou ansioso para isso. Quando terminarmos de filmar este provavelmente ficarei mais envolvido em todas essas coisas.

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O filme também tem no Omelete o Homem de Ferro 2: Especial do filme

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