Sato Company reflete sobre sucesso de Godzilla no Brasil: “Filme certo na hora certa”
Omelete conversa com Victor Sato sobre o lançamento de Godzilla Minus Zero
Créditos da imagem: Cena de Godzilla Minus Zero (Reprodução)
Godzilla Minus Zero ocupou o segundo lugar da bilheteria brasileira em seu primeiro dia de exibição, a última quinta-feira (5) - perdendo apenas para o nacional Os Farofeiros 3, o longa de Takashi Yamazaki tem tudo para repetir o sucesso de público de seu antecessor, Godzilla Minus One.
Lançado no finalzinho de 2023 por aqui, Minus One levou mais de 400 mil espectadores brasileiros aos cinemas - um dos grades sucessos da história de sua distribuidora, a Sato Company, especialista em trazer obras asiáticas para o circuito brasileiro.
Na ocasião do lançamento da sequência, o Omelete conversou com Victor Sato, gerente de operações da Sato Company, sobre esse marco na história da empresa, e as expectativas para Godzilla Minus Zero.
OMELETE: O sucesso de Godzilla Minus One nos cinemas, inclusive no Brasil, ultrapassou qualquer expectativa. Por que você acha que isso aconteceu? É uma questão da qualidade do filme, ou da mudança de comportamento do público?
SATO: Acredito que é uma combinação das duas coisas. O resultado de um filme é o encontro da obra com a receptividade e abertura do público sobre aquela produção. Dessa forma, temos casos de filmes com excelente produção – orçamento, elenco popular, qualidade de imagem e efeitos, boas histórias –, mas que não tiveram um "match" com o público naquele momento de lançamento. Da mesma maneira, temos filmes que talvez não tenham todos critérios ou elementos de "qualidade" mais óbvios podem conseguir se conectar ao comportamento do público daquele momento, e se tornam um grande sucesso. Godzilla Minus One conseguiu justamente trazer uma obra com orçamento muito menor de outras grandes produções, mas se destacar pela qualidade de imagem, efeitos e sua história comovente centrada no drama humano.
OMELETE: Diante deste sucesso, Godzilla Minus Zero chega com a pressão de um legado. Como você acredita que o filme lida com essa pressão, e o que os fãs podem esperar dessa continuação?
SATO: Trabalhar na continuação de um filme grandioso é sempre um desafio. E, ao trabalhar nesta sequência, Takashi Yamazaki com certeza sabia da responsabilidade. Especialmente depois de surpreender o mundo e levar um Oscar de Efeitos Especiais com o primeiro filme. Mas acredito que ele seja um dos maiores talentos desta geração. Então, mesmo com as expectativas muito altas, Yamazaki conseguiu entregar um filme incrível, e surpreender mais uma vez a crítica especializada e o público ao redor do mundo. Os fãs podem esperar um filme realmente emocionante, uma montanha-russa de emoções – e, claro, um espetáculo visual, com efeitos especiais dignos de um vencedor do Oscar.
OMELETE: A escolha de relançar Godzilla Minus One nos cinemas sublinha a força dos relançamentos no mercado. Como a Sato vê essa tendência? Acha que o filme vai alcançar um novo público nos cinemas, ou que servirá para refrescar a memória dos fãs?
SATO: As duas coisas! Acreditamos que a tendência dos relançamentos é uma evidência da valorização de eventos e experiências presenciais e offline, além do desejo do público de conexão e pertencimento de uma comunidade ou fandom. Sabemos que muitos fãs já assistiram e reassistiram Godzilla Minus One no cinema, mas também muitas pessoas não puderam ter essa experiência, seja por qual motivo for. A ideia do relançamento é justamente trazer uma nova oportunidade para atender a estes dois públicos, e prepará-los para aproveitar ainda mais a continuação, Godzilla Minus Zero.
OMELETE: A Sato Company tem experiência inestimável na distribuição do cinema asiático, e especificamente japonês, no Brasil. Quais são os elementos do cinema do Japão que mais se conectam com o público nacional?
SATO: Creio que não só o cinema, mas tantas outras obras japonesas tem um elemento importante em comum: a habilidade de tocar nas emoções e sentimentos humanos. Seja uma obra em live-action, um anime, ou um mangá, os criadores japoneses conseguiram desenvolver a habilidade de contar histórias e tocar em emoções humanas universais, que se conectam com públicos de diferentes culturas e países, dos introvertidos aos extrovertidos, e ainda trazendo mensagens e reflexões importantes para a sociedade e para o mundo. Na parte visual, são criadores com um estilo único, que inspira artistas no mundo todo, seja nos animes ou no live-action. Eles conseguem navegar entre a sutileza e a extravagância, conseguindo atingir os mais variados tipos de público. A criatividade, expertise e qualidade que existe no Japão é enorme, e queremos continuar a trazer cada vez mais desse universo para o Brasil e América Latina.
*Godzilla Minus Zero já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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