Filmes

Artigo

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio: vale a pena ver o filme?

Longa promete renovar franquia, mas resultado é genérico

A cozinha
31.10.2019
17h52

Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003), O Exterminador do Futuro: A Salvação (2009) e O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015) fizeram da franquia iniciada 1984 uma dor de cabeça. Enquanto o segundo filme, O Julgamento Final (1991), usou a premissa sci-fi do primeiro longa para criar um dos melhores filmes de ação de todos os tempos, as demais sequências sofreram por não criar uma identidade própria. São anos tentando dar continuidade ou reinventar a marca, sem sucesso. 

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é mais uma tentativa. Porém, a grande diferença para as outras investidas se limita ao retorno de Linda Hamilton. De resto, o que se vê na tela é mais um espelho dos seus predecessores. Alguém precisa ser salvo, as máquinas criaram uma nova ameaça praticamente indestrutível. Os nomes mudam, mas a estrutura é a mesma. O resultado, permeado por intermináveis cenas de ação, é genérico. 

Enquanto Gênesis deixou lembranças amargas pela sua tentativa de recomeçar a franquia, Destino Sombrio é quase inofensivo. É prazeroso rever Hamilton e Arnold Schwarzenegger, enquanto Mackenzie Davis e Gabriel Luna se esforçam para dar personalidade às “criações” do novo filme, a soldado aprimorada e a máquina assassina. Já Natalia Reyes sofre na comparação com Edward Furlong, a sua Dani Ramos não tem metade do carisma de John Connor. Nem na comparação com a Sarah Connor do primeiro Exterminador, frágil e insegura, ela se sobressai, com um arco que vai de vítima a líder de combate sem muito desenvolvimento. 

Sem uma protagonista forte, o longa mantém a franquia no limbo. Pode agradar saudosistas e fãs de ação, mas não tem força nem para dar renovar a marca, nem para levá-la adiante. No veredito acima falamos mais sobre o filme, será que vale a pena ver O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio?