Eu e Você na Toscana teve cena que deixou Regé-Jean Page em “negação”
O astro de Bridgerton contracena ao lado de Halle Bailey na comédia romântica que acaba de chegar aos cinemas brasileiros
Créditos da imagem: (Divulgação)
Regé-Jean Page (Bridgerton) e Halle Bailey (A Pequena Sereia) são os protagonistas de Eu e Você na Toscana, comédia romântica que acaba de chegar aos cinemas. Na história, Anna (Bailey) é uma jovem que decide embarcar para a Itália em um impulso. Lá, ela conhece o charmoso Michael (Page) e redescobre seus sonhos e paixões.
É aquela comédia romântica que junta os melhores clichês: protagonistas lindos, cenários encantadores, vinhos e comida boa. Mas nem tudo foi fácil para Regé-Jean Page. Em uma determinada cena, ele precisa cantar para Halle Bailey, conhecida por sua voz poderosa, o que o deixou aterrorizado.
“[Eu entrei em] Profunda negação. Eu apenas fingi que aquele dia nunca iria acontecer. Ter que cantar a capella, sem apoio, sozinho, enquanto também tentava ser um pouco engraçado e charmoso, na frente de uma das maiores cantoras do mundo, foi o dia de trabalho mais assustador que acho que já tive", contou Page em entrevista ao Omelete.
No entanto, ele conseguiu superar o medo e gravar. “Eu passei por isso, respirei fundo, fechei meus olhos, fingi que não estava acontecendo, e a Halle foi muito gentil", relembrou ele. A protagonista endossou: “Ele foi ótimo! É um dos melhores momentos do filme. Todo mundo ama.”
Os dois também refletiram sobre a importância de ter dois protagonistas negros no centro dessa história. “É importante nos vermos na tela e refletirmos sobre os relacionamentos que nós temos. O amor, a alegria, a diversão, a ousadia, todas as coisas que fazem parte dos nossos relacionamentos. É muito legal simplesmente ver e nos vermos felizes na tela. Sinto que merecemos isso e fiquei mais do que feliz em fazer parte deste projeto por causa disso", declarou Halle.
O astro concordou: “Uma das razões pelas quais eu quis ver este filme nos cinemas é porque quero que o mundo viva através dos olhos da Halle Bailey. Quero que o mundo nos veja felizes. Quero que o mundo nos veja como inspiração, e quero que isso seja incrivelmente normal, porque é. E então quero que estejamos apaixonados em belas paisagens. Quero que sejamos motivos de aspiração, sonhando alto, vivendo sonhos e ficando cada vez melhores, e tendo tudo o que você poderia sonhar em ter. E mostrar às pessoas que isso é real e pode ser real, e que isso é algo que todos podemos compartilhar.”
Leia a nossa entrevista completa com Halle Bailey e Regé-Jean Page:
Omelete:Eu me diverti tanto assistindo ao filme, parabéns. Existe um lugar melhor para um filme romântico do que a Itália? E eu estava me perguntando, gravar lá foi tão mágico quanto parece ser? E vocês acham que foi melhor assistir aos nasceres e pores do sol ou comer todos os diferentes tipos de massa?
Regé: Acho que você tem duas respostas aí. Porque eu sei a resposta da Halle.
Halle: Cara, eu sou apaixonada por comida. Eu amo a comida. Eu ficava empanturrada de massa no final do dia.
Regé: A Halle come a massa, a Halle faz a massa, a Halle se importa com a forma física. E a Halle tem padrões altos com comida. Então essa alegria é conquistada com esforço. Eu sou o tipo de cara do pôr do sol e nascer do sol. Eu acordava cedo, ia correr, e tinha a sorte de ver o nascer do sol sobre aquelas colinas ondulantes todas as manhãs e isso é pura felicidade. Não havia mais ninguém por perto. Estávamos no meio do campo. É a coisa mais linda que você já viu. Era mais ou menos assim, estendendo-se pela distância. E então, eu sou um cara dos nasceres e pores do sol.
Omelete: Isso é perfeito. E bem, falando sobre a Halle ser apaixonada por comida, você fez aulas de culinária para este filme, certo? Como isso evoluiu? Mudou a sua vida pessoal também, cozinhar em casa?
Halle: Com certeza mudou. Sabe, eu já amava cozinhar. Eu sou do Sul e a gente cresce na cozinha. Então é algo que você faz. E quando fui para a Itália, fiquei mais animada porque pude fazer aulas profissionais com Iron Chefs que me mostraram todas as dicas e truques, a maneira certa de segurar a faca, a maneira de parecer que você sabe o que está fazendo, o virar da comida. Eu pensei: uau, isso é uma forma de arte. E eu respeito muito isso. E sinto que, quando estou na minha cozinha em casa agora, sou um pouco melhor do que eu era.
Omelete: Você tem alguma especialidade que sempre faz?
Halle: Eu amo ensopado de frango, arroz e ervilhas. Faço uma espécie de comida de fusão jamaicana. Mas a Itália também inspirou o cacio e pepe, eu amo fazer isso.
Omelete: Que legal. E Regé, não me entenda mal, eu amo a sua voz, mas como você se preparou emocionalmente para cantar na frente da Halle? Sabendo que eventualmente ela iria ouvir e cantar de volta?
Regé: Profunda negação. Eu apenas fingi que aquele dia nunca iria acontecer. Ter que cantar a capella, sem apoio, sozinho, enquanto também tentava ser um pouco engraçado e charmoso, na frente de uma das maiores cantoras do mundo, foi o dia de trabalho mais assustador que acho que já tive. Eu passei por isso, respirei fundo, fechei meus olhos, fingi que não estava acontecendo, e a Halle foi muito gentil em relação a isso.
Halle: Ele foi ótimo! É um dos melhores momentos do filme. Todo mundo ama.
Omelete: Eu amei também. Você foi muito bem, considerando que estava cantando na frente dela, eu também estaria tremendo.
Regé: É o mais exposto que você pode ficar. Mas funcionou para o personagem, porque o personagem também deveria estar com medo. Sabe?
Omelete: Sim. E a escolha da música para aquele momento foi perfeita também. Muito boa.
Regé: Obrigado.
Omelete: Bem, eu queria perguntar, eu sinto que este é um filme muito atemporal. Uma comédia romântica na Itália, sinto que poderia assistir daqui a 10 anos e ainda ter os mesmos sentimentos. Mas, ao mesmo tempo, temos duas pessoas negras como protagonistas aqui. E vocês trazem sua cultura pessoal para os personagens também, o que eu acho muito importante. Então, para vocês, quão importante foi contar essa história?
Halle: Foi muito importante contar essa história, especialmente como jovens negros. É importante nos vermos na tela e refletirmos sobre os relacionamentos que nós temos. O amor, a alegria, a diversão, a ousadia, todas as coisas que fazem parte dos nossos relacionamentos. É muito legal simplesmente ver e nos vermos felizes na tela. Sinto que merecemos isso e fiquei mais do que feliz em fazer parte deste projeto por causa disso.
Regé: Sim. Nós precisamos nos ver e o mundo precisa nos ver. Uma das razões pelas quais eu quis ver este filme nos cinemas é porque quero que o mundo viva através dos olhos da Halle Bailey. Quero que o mundo nos veja felizes. Quero que o mundo nos veja como inspiração, e quero que isso seja incrivelmente normal porque é. Sabe? E então quero que estejamos em belas paisagens. Quero que estejamos apaixonados em belas paisagens. Quero que sejamos motivos de aspiração, sonhando alto, vivendo sonhos e ficando cada vez melhores, e tendo tudo o que você poderia sonhar em ter. E mostrar às pessoas que isso é real e pode ser real, e que isso é algo que todos podemos compartilhar.
Leia a nossa entrevista completa com a diretora Kat Coiro e o produtor Will Packer:
Omelete: Eu queria começar com você, Kat. Qual foi uma coisa sobre o cenário que você sabia que queria que o seu filme capturasse?
Kat: Bem, este filme se passa em um período de tempo muito curto. São alguns dias. E nós marcamos o tempo pelo nascer e pôr do sol. Capturar a singularidade do nascer e do pôr do sol de cada dia foi algo que me propus a fazer, não apenas porque é visualmente deslumbrante e cria uma experiência cinematográfica, mas porque também é o relógio correndo neste filme. Há uma energia e um ritmo nisso porque se passa em um período de tempo tão condensado. E realmente sentir a forma como a natureza é diferente e cada dia é diferente foi algo que foi muito importante para mim.
Omelete: Sim, com certeza. E eu quero falar sobre a escalação do elenco. Vocês têm uma princesa e um duque no elenco! Halle e Regé são tão perfeitos. Vocês já pensavam neles para os papéis desde o início? Como foi o processo de encontrá-los?
Will: Sempre os tivemos em mente. Eles sempre foram os nossos dois favoritos. Nós pensamos que, se pudéssemos conseguir os dois, estaríamos na metade do caminho com a produção deste filme. Eles se complementam tão bem. Certamente não faz mal que eles não sejam difíceis de olhar, os dois são pessoas tão bonitas. Mas eles também são atores muito talentosos. E levaram isso muito a sério. E então encontraram uma química muito natural na tela que era real. O público tem tantas opções e vê tantas coisas hoje em dia que consegue perceber se a química é inautêntica. Então ter essa química autêntica entre os dois foi absolutamente ótimo.
Kat: Uhum.
Omelete: Exatamente. E vendo que vocês dois já os tinham em mente, mas não sabiam como eles trabalhariam juntos, e eles trabalharam tão perfeitamente juntos, isso foi muito bom. Para você, Kat, também, como foi trabalhar com eles?
Kat: Bem, veja, não se pode dirigir a química, certo? É algo que existe, é mágico, é efêmero, e o meu trabalho foi realmente preparar o terreno para que eles se sentissem confortáveis brincando um com o outro, se expressando e encontrando nuances que não estão necessariamente na página. Meu maior prazer como diretora é criar um espaço seguro onde os artistas possam vir e trazer o melhor de si, e isso vai desde a equipe até o elenco, sabe, para todos. Esse é o meu trabalho, simplesmente fazer com que as pessoas vivam suas melhores vidas no set e também quando forem ver o filme.
Omelete: Isso é incrível. E eu quero dizer, este é um filme muito atemporal, no sentido de que eu acho que posso assisti-lo daqui a 10 anos e ainda sentir as mesmas coisas. Mas, ao mesmo tempo, temos duas pessoas negras como protagonistas aqui, e eu sei que isso é muito importante para você, Will. Você pode falar sobre isso e também sobre trazer a cultura deles para os personagens? Então, para você, quão importante foi contar essa história?
Will: Sim, muito importante. É importante porque eu acredito em contar histórias autênticas. Acredito em contar histórias que tenham temas universais. Temas com os quais qualquer um possa se identificar. Mas contá-las através de um ponto de vista muito específico. E uma das conversas que a Kat e eu tivemos foi o fato de que você frequentemente vê em uma comédia romântica histórias de peixe fora d'água. Você vê pessoas de diferentes culturas ou origens que precisam aprender a se dar bem e se apaixonar uma pela outra. Este filme é semelhante no sentido de que você tem a Halle, que é uma mulher negra americana, que então vai para um país onde ela não conhece ninguém, ela nunca esteve, não conhece a cultura, mas ela tem que se virar. Então, desde que fôssemos autênticos com ela e quem ela é, autênticos com aquela família italiana e quem eles são, e o personagem do Regé também precisava ser autêntico. Desde que fôssemos fiéis a todos esses personagens, eu acho que, como tantos outros dos meus filmes, você terá públicos de todas as classes, origens e etnias gostando dele, porque os temas são universais.
Kat: E nós ouvimos nossos atores também. Quando você coloca Regé-Jean e Halle Bailey em uma sala juntos, você não dita a forma como eles falam um com o outro. Você deixa que eles encontrem o seu próprio ritmo natural. E é o mesmo com a família italiana. Eu não chego como americana e digo: digam as falas assim. Eu digo: como um italiano fala? E eu aprendi que todos eles falam ao mesmo tempo, juntos, muito alto. E eu trouxe isso para o filme. Porque todos, de onde quer que venham, seja qual for a origem cultural, eles devem ser capazes de se ver nestes personagens porque eles são, como o Will disse, autênticos.
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