Estudo mostra que Hollywood continua a excluir minorias
Norma das produções ainda é homens brancos, héteros e malhados
Hollywood ainda é pouco diversa, de acordo com estudo encomendado pela Media, Diversity & Social Change Initiative (MDSC) da University of Southern California. Depois de analisar 900 filmes populares entre 2007 e 2016, percebeu-se que homens brancos, hetéros e malhados continuam sendo a norma das grandes produções (via The Guardian).
Mulheres tiveram personagens com fala em apenas 31,4% dos maiores 100 filmes do ano passado. Quando se fez um recorte racial, notou-se que a discrepância entre caucasianos e outras etnias era ainda maior: 13,6% dos personagens com fala eram negros, 5,7%, asiáticos e 3,1% eram hispânicos. Mulheres não-brancas, então, mal apareceram: 2/3 dos longa-metragens sequer tinham personagens femininas asiáticas ou hispânicas.
Gays, lésbicas e bissexuais também foram negligenciados pela indústria, tendo sido representados em apenas 1,1% das películas. E somente Moonlight, o ganhador do Oscar desse ano, colocou um homossexual como protagonista. Transgêneros não foram representados nenhuma vez nas telonas em 2016.
A pesquisa ainda mostrou que falta diversidade também atrás das câmeras. Somente 4,2% dos longas foram dirigidos por mulheres, porém nenhuma delas era negra.
"Estes são problemas sistêmicos. É impossível olhar para esses dados sem concluir que a luta pela representatividade dos últimos anos foi ineficiente", concluiu a professora Stacy L. Smith, que assina o estudo.
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