O Esquadrão Suicida vai ter continuação? Entenda o filme de James Gunn
Filme de 2021 funciona ao mesmo tempo como sequência, reboot parcial e ponto de transição para a nova DC Studios
Quando O Esquadrão Suicida chegou aos cinemas em 2021, muita gente ficou confusa sobre exatamente o que o filme era dentro da cronologia da DC. Afinal, o longa dirigido por James Gunn parecia ignorar boa parte do filme de 2016, mas ao mesmo tempo mantinha personagens, atores e acontecimentos do antigo universo compartilhado da Warner Bros. A resposta é que o projeto acabou se tornando algo raro em franquias: um filme que funciona simultaneamente como sequência, reboot parcial e ponte para um novo universo.
Hoje, após James Gunn assumir oficialmente o comando criativo da DC Studios ao lado de Peter Safran, o longa ganhou ainda mais importância dentro da reorganização da franquia.
O filme continua a antiga DC — mas quase sem depender dela
Apesar do título simplificado, O Esquadrão Suicida não apaga totalmente o filme de 2016 dirigido por David Ayer. A produção de Gunn mantém personagens centrais como Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Amanda Waller (Viola Davis), além da própria força-tarefa conhecida como Task Force X.
Na prática, o filme assume que os eventos anteriores aconteceram, mas evita referências diretas ou dependência narrativa. James Gunn optou por tratar a produção como uma “missão nova”, permitindo que novos espectadores assistissem sem precisar conhecer toda a cronologia do antigo DCEU.
Essa abordagem deu liberdade criativa para Gunn mudar completamente o tom da franquia. Enquanto o longa de 2016 apostava em estética mais sombria e montagem caótica, O Esquadrão Suicida abraçou violência gráfica, humor ácido e um estilo inspirado em filmes de guerra e quadrinhos adultos.
A ligação direta com ‘Peacemaker’
A conexão mais importante do filme com o futuro da DC veio através de Peacemaker, série da Max estrelada por John Cena. A produção funciona como sequência direta de O Esquadrão Suicida e expandiu personagens apresentados no longa, especialmente Christopher Smith, o Pacificador.
Foi justamente durante o desenvolvimento da série que James Gunn começou a se aproximar mais da Warner e consolidou sua posição criativa dentro da empresa. O sucesso crítico de Peacemaker acabou sendo um dos fatores que levaram Gunn e Peter Safran a assumirem oficialmente a liderança da DC Studios em 2022.
Curiosamente, Peacemaker também virou uma peça importante na transição entre universos. A série nasceu dentro do antigo DCEU, mas personagens e elementos dela continuarão existindo na nova cronologia da DC.
O que ainda é canon na nova DC?
Quando James Gunn anunciou o novo DC Universe (DCU), uma das maiores dúvidas do público era sobre quais produções antigas continuariam válidas.
A resposta nunca foi totalmente objetiva — e isso parece intencional.
Segundo Gunn, o novo universo começa oficialmente com Creature Commandos e Superman (2025), mas alguns personagens e eventos anteriores ainda permanecem válidos de forma seletiva. É o caso de:
- O Esquadrão Suicida
- Peacemaker
- Amanda Waller de Viola Davis
- Pacificador de John Cena
- Besouro Azul, parcialmente integrado ao novo DCU
Na prática, Gunn está usando uma estratégia semelhante à dos quadrinhos: manter elementos que funcionaram e ignorar silenciosamente o restante.
Amanda Waller é a peça central da transição
Se existe um personagem que conecta praticamente todas as fases recentes da DC, esse personagem é Amanda Waller.
Interpretada por Viola Davis desde Esquadrão Suicida (2016), a personagem sobreviveu às mudanças de direção da franquia e seguirá importante no novo DCU. A série Waller, atualmente em desenvolvimento, deve continuar diretamente eventos vistos em Peacemaker e em O Esquadrão Suicida.
Isso faz do filme de Gunn uma espécie de marco zero da nova estrutura narrativa da DC Studios.
O futuro do Esquadrão ainda é incerto
Apesar do sucesso crítico, O Esquadrão Suicida teve desempenho abaixo do esperado nas bilheterias, arrecadando cerca de US$ 168 milhões mundialmente. O resultado foi impactado pelo lançamento simultâneo na HBO Max durante a pandemia, mas ainda assim deixou dúvidas internas sobre a força comercial da equipe.
Até o momento, a DC Studios não anunciou oficialmente O Esquadrão Suicida 2.
James Gunn também já declarou em entrevistas que prefere evitar sequências automáticas e que só retornaria caso encontrasse uma história realmente interessante. Como atualmente ele está focado em projetos centrais do novo DCU — especialmente Superman — uma continuação direta parece improvável no curto prazo.
Além disso, Gunn já demonstrou interesse em utilizar personagens secundários em projetos inesperados, algo que virou uma marca do diretor desde sua passagem pela Marvel com Guardiões da Galáxia.
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