Especialistas comentam roteiro do filme sobre George W. Bush
E páginas do script estão na rede
O site Hollywood Reporter teve acesso ao roteiro de W, filme sobre a vida de George W. Bush que Oliver Stone (As Torres Gêmeas, Alexandre) dirigirá e já tem meio elenco a postos. O script é datado de 15 de outubro de 2007 e, segundo uma pessoa próxima do filme, passou por duas revisões. O HR enviou o script a biógrafos do presidente e pediu que dessem suas opiniões.
Segundo o site, o filme descreve o presidente dos EUA como um ex-alcoólatra viciado em beisebol, obcecado com Saddam Hussein e que tem uma relação conflituosa com o pai, o ex-presidente George Bush. Na opinião dos biógrafos, há algumas cenas que são bem fiéis a fatos, mas outras mostram o presidente e pessoas próximas de forma caricata.
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"O roteiro dá a impressão que a Casa Branca é como um alojamento de fraternidade estudantil", disse Robert Draper, autor de Dead Certain: The Presidency of George Bush. "Todo mundo chama todo mundo por apelidos e fala da guerra como se falasse de um jogo de futebol americano. O problema é que o filme adota a noção de que Bush é passivo e a Casa Branca é comandada por Cheney, Rumsfeld e Rove. A noção de que a agenda do presidente é determinada pelo que está passando na ESPN é ridícula."
Passagens dividiram os biógrafos em relação à sua veracidade, como aquela em que Bush quase sofre um acidente de avião pilotando embriagado e outra em que ele diz a Laura, sua esposa, que desejava que seu pai jamais tivesse sido eleito. São, segundo o biógrafo Skip Hollandsworth, "histórias que circulam por aí". Em outra cena, uma onda quebra numa península rochosa e Bush diz: "Há essa certa sombra que me segue...". Segundo Jacob Weisberg (The Bush Tragedy), o presidente não pensa nem fala dessa maneira.
Já Peter Schweizer (de The Bushes: Portrair of a Dinasty) acha que o filme é fiel no que toca à briga de egos. Em uma passagem, Bush repreende seu vice, Dick Cheney, verbalmente, lembrando-o quem manda no governo. Outra luta é para decidir quem tem o crédito por cunhar a bem-sucedida expressão Eixo do Mal. Todos os biógrafos consultado pelo Hollywood Reporter concordam que é verídica a cena em que Bush chama o pai para a briga depois de um dia chegar bêbado em casa.
Stone não comentou a matéria, mas o co-roteirista Stanley Weiser, sim. "Não tenho nada a comentar, a não ser o fato de que li 17 livros sobre Bush", disse. Um dos produtores do filme, Moritz Borman, lembram que o projeto - que contará a história de Walker Bush desde seus 20 anos até a presidência - não ambiciona ser um documentário.
Para provar que recebeu a versão do roteiro, o HR publicou quatro páginas. Confira aqui (em PDF).
As filmagens começam no fim de abril em Shreveport, Louisiana. Stone planeja lançar o filme ainda este ano.
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