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DVD: <i>24 horas</i>

DVD: <i>24 horas</i>

JZ
12.12.2002, às 00H00.
Atualizada em 18.11.2016, ÀS 04H11

Cuidado que esse negócio vicia. Para você ter idéia, nos Estados Unidos, onde ele foi fabricado, já o apelidaram de o DVD Crack. No Brasil, só tem importado e custa bem caro, mas se você conhecer o canal certo, a hora certa, dá para pegar uma pequena dose (cerca de 60 minutos) por semana. Como eu mesmo pude experimentar, o barato é comprar a caixa inteira. É overdose, eu sei, mas vale a pena...

Estou falando, é claro, da linda caixa com todos os capítulos do extraordinário programa 24 horas. A série, que virou sensação na última temporada dos Estados Unidos, foi lançada em DVD poucos meses depois do último programa ter ido ao ar na TV aberta. Com isso, muita gente que não conseguiu acompanhar pela TV (entre as quais eu) aproveitou para entrar na onda antes do começo do segundo ano.

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24 horas, para quem ainda não sabe, é a série de TV mais comentada dos últimos tempos e conta a história de Jack Bauer (Kiefer Sutherland), um agente da Central Anti-terrorista escalado para tentar impedir um atentado contra um candidato à presidência dos EUA.

Na maioria dos capítulos Bauer abre o programa com a seguinte fala: Terroristas planejam assassinar um candidato à presidência dos Estados Unidos. Minha filha adolescente e minha mulher foram sequestradas. E as pessoas com quem eu trabalho podem estar envolvidas nos dois casos. Eu sou o agente federal Jack Bauer. Esse é o dia mais longo da minha vida.

Úuuu, que medo....

Deu pra sentir o drama, né?

Durante este interminável dia, Bauer tem que tentar de tudo para salvar a vida do Senador David Palmer, o primeiro candidato negro com possibilidade de chegar à Casa Branca. Só que, pelo caminho, o herói encontra dois problemas: pessoas do próprio governo estão envolvidas na conspiração; sua família (mulher e filha) foram seqüestradas.

TELA DIVIDIDA

A idéia revolucionária (e ponto forte) do programa, é que todas as ações acontecem em tempo real. Ou seja, enquanto Bauer corre de um lado à procura de pistas sobre o paradeiro de sua filha, o senador está se preparando para uma conferência em outro ponto da cidade e os terroristas planejam o ataque. O excelente trabalho de edição do programa facilita muito a maneira de como a história é contada. Para exibir três ou quatro cenas que acontecem ao mesmo tempo, os editores usaram a técnica chamada de Split Screen (assim como o diretor Mike Figgis fez em Timecode). Quando passamos de uma cena para outra, por alguns segundos, a tela se divide e mostra, contemporaneamente, as ações em três ou mais locações diferentes, dando um zoom e preenchendo a tela com a próxima cena de interesse.

É OU NÂO É?

Mas não é apenas de elogios que vive 24 horas.

Para manter o espectador vidrado na tela, os criadores optaram por ficar brincando de ele é culpado... opa, agora não é. Durante boa parte do seriado, somos levados a acreditar em uma coisa, para depois descobrir que não é nada disso, ou vice e versa. O truque funciona na primeira, segunda, terceira vez... mas depois da centésima, acaba cansando.

Outro fator importante: os 60 minutos de cada episódio parecem comportar muito mais tempo do que um 60 minutos normais. O tempo, na série, parece ser elástico. O mesmo aplica-se às distâncias entre um lugar e outro em LA. Além disso, em 24, a maioria das mulheres que trabalha para o governo é bonita. Bonita não, linda! Até a terrorista que explode o avião no primeiro episódio da série é deliciosa. A não ser pela traidora, uma latina feiosinha, todas são bem delineadas (confira a gostosinha filha de Jack Bauer).

Os ótimos desempenhos dramáticos do elenco dá uma grande força para a série. Kiefer Sutherland está muito bem. Ao mesmo tempo que, banca o durão (sem exagerar) contra os criminosos, convence como pai de família carinhoso e preocupado. Penny Johnson Jerald, como a gananciosa e, de certa maneira, inescrupulosa mulher do senador, também está muito bem. Sarah Clarke, como Nina Myers, um antigo caso de Jack e sua companheira de trabalho, também convence e encanta.

Dito tudo isso sobre o seriado, o mais legal nessa história toda não é a história, mas sim a liberdade que uma caixa dessas dá a quem a assiste. Nada de ficar preocupado em perder um capítulo do seu programa de TV favorito, ou gastar horas programando o videocassete. Quem escolhe seu horário nobre é você. E além da série inteira, ainda vem um final a mais, diferente do exibido na TV. Quer mais?

As grande produtoras já perceberam o encanto que o sistema exerce sobre o consumidor. A cada semana, seriados, programas e especiais feitos para TV ganham versão no fomato DVD. Tomara que a onda pegue no Brasil e lancem meus programas favoritos em DVD. Já pensou ter em casa toda a série Armação ilimitada e TV pirata?

Ps: tive que parar de redigir o artigo uma três vezes para me satisfazer com pequenas doses da série.

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