9 coisas que você não sabia sobre Dr. Fantástico nos 55 anos do filme

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9 coisas que você não sabia sobre Dr. Fantástico nos 55 anos do filme

Descubra algumas curiosidades sobre uma das melhores comédias de todos os tempos

Natália Bridi
29.01.2019
15h43

Considerada uma das melhores comédias de todos os tempos, Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (ou apenas Dr. Fantástico) nasceu como um suspense, uma adaptação fiel de Red Alert, escrito por Peter George. Conforme Stanley Kubrick escrevia a história sobre a possibilidade de uma guerra nuclear acidental, a tensão foi dando lugar ao humor e o roteirista Terry Southern foi contratado para transformar o thriller de guerra em sátira.

Com máximas como "Gentlemen, you can't fight in here! This is the War Room" (algo como "Senhores, vocês não podem brigar aqui. Essa é a Sala de Guerra"), Dr. Fantástico é um retrato ácido e definitivo sobre os despautérios da guerra, exaltado pelas atuações magistrais de Peter SellersGeorge C. Scott. Para celebrar os 55 anos do filme, separamos algumas curiosidades sobre os bastidores do clássico:

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Peter Sellers recebeu US$ 1 milhão para participar de Dr. Fantástico, quantia que correspondia a 55% do orçamento da produção. "Comprei três pelo preço de seis", brincava Kubrick sobre o salário do ator, que interpreta o Capitão Lionel Mandrake, o Presidente Merkin Muffley e o ex-nazista Dr. Strangelove no longa.

Na cena em que a mão do Dr. Strangelove se descontrola, faz a saudação nazista e tenta esganá-lo, foram necessários diversos cortes para suprimir as risadas do elenco. Ainda assim, Peter Bull, que interpreta o embaixador russo, pode ser visto tentando esconder seu sorriso.

A cena em que General Turgidson tropeça e cai na Sala de Guerra não estava no roteiro. Kubrick decidiu manter o trecho no filme pois George C. Scott se manteve no personagem.

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Há uma mesa com muita comida na Sala de Guerra pois Kubrick pretendia terminar o filme com uma guerra de tortas entre russos e americanos. O diretor decidiu não usar a cena pois achou que o trecho parecia muito exagerado em relação ao restante do filme. A sequência foi exibida pela primeira vez em 1999, em Londres, logo após a morte de Kubrick.

Peter Sellers também foi escalado para viver o Major T.J. "King" Kong, mas não conseguia acertar o tom do sotaque texano. Quando o ator quebrou o tornozelo, Kubrick decidiu escalar um novo ator para o papel, sendo rejeitado prontamente por John Wayne e Dan Blocker. O diretor então chamou Slim Pickens, de A Face Oculta, mas mostrou ao ator apenas o roteiro das suas cenas, para evitar uma nova rejeição pelo conteúdo político. Pickens também não foi avisado de que se tratava de uma comédia.

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Muitos dos personagens têm nomes de duplo sentido: Jack D. Ripper, o general vivido por Sterling Hayde que enlouquece e arma um plano para iniciar uma guerra nuclear, é uma referência direta a Jack, o Estripador; Merkin Muffley, o presidente interpretado por Sellers, é uma referência a "partes femininas" (merkin é uma peruca de pelos pubianos e muff é uma gíria para pelos pubianos femininos); O General "Buck" Turgidson seria algo como "fanfarrão ereto"; o nome do Embaixador Russo Alexi de Sadesky (Peter Bull) é uma referência ao Marquês de Sade; e é, claro, O Dr. Strangelove do título é um "estranho amor".

O filme marcou a estreia de James Earl Jones, a eterna voz de Darth Vader, no cinema. O ator teria irritado Kubrick por não conseguir lembrar das suas falas - conheça os primeiros papéis de outros atores.

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Em 1995, Kubrick teria contratado Terry Southern para escrever a sequência de Dr. EstranhoSon of Strangelove. O diretor pensava em Terry Gilliam para comandar o longa. O script nunca chegou a ser finalizado, mas anotações com a estrutura da história foram encontradas entre os objetos de Southern após a sua morte. A trama se passaria em bunkers subterrâneos, onde Dr. Fantástico se refugiara com um grupo de mulheres. Gilliam comentou sobre o projeto em 2013: "Alguém que trabalhava com Kubrick me contou depois que ele morreu que ele estava interessado em outro Dr. Fantástico comigo na direção. Nunca soube disso até a sua morte, mas eu adoraria ter feito o filme".

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Dr. Fantástico seria lançado em 22 de novembro de 1963. Com o assassinato do presidente John F. Kennedy na data, os produtores decidiram adiar a estreia

Bônus: o documentário  Inside: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb sobre os bastidores da produção.