Diretor de Instinto Selvagem quer contar história de Jesus
Diretor de Instinto Selvagem quer contar história de Jesus
Enquanto
não estréia Zwartboek,
o seu primeiro filme desde O
homem sem Sombra (2000), o cineasta holandês Paul Verhoeven (Robocop,
O
Vingador do Futuro) vem pensando em um novo acinte.
Em entrevista à Empire, ele disse que entre seus próximos projetos está narrar a vida de Jesus. Verhoeven pretende dar um tom mais prosaico à passagem bíblica - um foco histórico, político e sociologicamente mais acurado. Ou seja, nada de filho de Deus, de santidades, e sim a história de um homem entre os homens.
Bom, antes de mais nada isso vai virar livro. Talvez se converta em filme. Meu roteirista aconselhou a não fazer esse filme nos EUA, porque atirariam em mim. Então eu aceitei o conselho e decidi escrever um livro primeiro, disse Verhoeven. Já é um grande passo, não? Olhar para Jesus como um ser humano. A idéia é se aprofundar na política da época e tentar mostrar muita coisa que foi enterrada ou eliminada pela cristandade.
Ele procura algo como A Paixão de Cristo? Esse filme parece dizer que quanto mais sangue é derramado, mais somos purificados. Honestamente, acho que algo assim não é possível. Ninguém está purificando ninguém. A Igreja, sem saber como lidar com a morte de Jesus, apresentou essa idéia. É a ultra-fabricação. Não sei qual será o título da minha obra, mas a chamada da capa deve ser algo como Trazendo Jesus de Volta!, completou Verhoeven.
Há algum tempo, falando sobre a simbologias religiosas implicitas em O Quarto Homem (1983), thriller que o lançou internacionalmente, o holandês disse que a cristandade não é mais do que uma das muitas interpretações possíveis da realidade. Deve ser uma reinterpretação similar a essa que o diretor de Instinto Selvagem planeja agora.
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