Dia do Cinema Brasileiro: veja 5 filmes que você precisa assistir
Anita Barbosa celebra o Dia do Cinema Brasileiro com indicações de filmes que a marcaram
Créditos da imagem: Reprodução
O Brasil celebra, no dia 5 de novembro, uma das duas celebrações do Dia do Cinema Brasileiro, lembrando a primeira exibição pública de cinema no Brasil, realizada no Rio de Janeiro, em 1896.
Considerado um marco na história da sétima arte nacional, por representar a primeira vez em que o público brasileiro pôde assistir a uma projeção cinematográfica em uma sala de cinema.
A diretora Anita Barbosa, que dirigiu Se Eu Fosse Você 3, compartilhou cinco filmes brasileiros que a marcaram profundamente, obras que, segundo ela, "ajudaram e continuam ajudando a formar o olhar e a paixão por contar histórias com identidade".
Se Eu Fosse Você
Anita começou sua trajetória nos bastidores dessa franquia, como assistente
de direção nos dois primeiros longas. Agora, quase 20 anos depois, ela volta à história como diretora de Se Eu Fosse Você 3.
“Esse filme tem um significado enorme pra mim. Foi no set de Se Eu Fosse Você que entendi o poder do cinema de tocar as pessoas e gerar identificação. É uma comédia sobre troca e empatia, mas também sobre enxergar o outro com mais generosidade. Ter vivido esse projeto de perto, e agora poder dirigi-lo, é como fechar um ciclo com muito carinho”, conta Anita.
Cidade de Deus
Um dos filmes mais marcantes do cinema nacional, Cidade de Deus também está entre as grandes referências de Anita. A história acompanha a vida de jovens que crescem em uma comunidade do Rio de Janeiro dominada pela violência, mostrando como o crime e a desigualdade moldam destinos.
“Lembro de assistir e ficar impactada com a força da narrativa e a maneira como o filme fala sobre a desigualdade sem perder a humanidade. É um retrato duro, mas necessário. A gente se vê ali, seja na luta, na coragem ou na busca por um futuro melhor. É um filme que te muda como espectador e como profissional”, explica.
Ainda Estou Aqui
Entre os lançamentos mais recentes, o longa Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e inspirado na história real de Eunice Paiva, também deixou marcas em Anita.
“É um filme de uma delicadeza imensa. Fala sobre dor, memória e sobrevivência, mas de um jeito poético. Me emocionou muito ver como o cinema pode revisitar a história do nosso país e, ao mesmo tempo, curar feridas coletivas. A fotografia, o ritmo, as atuações, tudo nesse filme é feito com uma sensibilidade rara ", conta.
Estômago
Misturando humor e crítica social, Estômago é outro título que Anita cita com entusiasmo. A trama acompanha Raimundo Nonato, um homem simples que descobre talento para cozinhar e usa a gastronomia como forma de ascensão e sobrevivência, dentro e fora da prisão.
“Gosto de como Estômago fala de poder, de hierarquia e de sobrevivência, mas usando a comida como metáfora. É um filme que parece leve, mas carrega reflexões profundas. É o tipo de história que te prende e te faz pensar sobre o que é realmente ter controle sobre o próprio destino ", destaca.
A Dona da História
E para encerrar a lista, Anita cita A Dona da História, de Daniel Filho, que também dialoga com temas presentes em sua carreira. “Esse filme fala sobre tempo, amor e escolhas e acho que todo mundo se identifica um pouco com isso. Ele mostra que a vida é feita de caminhos e que cada decisão muda o rumo da nossa história. É sensível, bonito e cheio de humanidade, como gosto que o cinema seja”, conta.
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