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Dark Horse foi financiado por dono do banco Master, confirma Flávio Bolsonaro

Dark Horse volta aos holofotes após revelações sobre captação privada envolvendo Daniel Vorcaro, empresário envolvido em escândalo de corrupção no Brasil

Omelete
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AC
13.05.2026, às 23H56.
Atualizada em 14.05.2026, ÀS 00H06
Dark Horse foi financiado por dono do banco Master, confirma Flávio Bolsonaro

Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel (A Paixão de Cristo), voltou ao centro das atenções após Flávio Bolsonaro confirmar que buscou financiamento privado para concluir a produção do longa. A declaração aconteceu depois do vazamento de áudios divulgados pelo Intercept Brasil, nos quais o senador conversa sobre recursos para viabilizar o filme.

Segundo reportagens da Associated Press e da BBC News Brasil, Flávio teria solicitado cerca de R$ 61 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar a financiar a produção. Nos áudios, o senador menciona dificuldades para concluir o longa e afirma que o projeto teria potencial internacional. Após a repercussão, Flávio, que primeiramente negou o financiamento, declarou que o filme utilizou apenas recursos privados e negou qualquer irregularidade na captação.

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Desde o anúncio, Dark Horse vem chamando atenção pelo tamanho da produção e pelo elenco internacional liderado por Jim Caviezel. O ator interpreta Bolsonaro em uma narrativa focada principalmente na campanha presidencial de 2018 e no atentado sofrido em Juiz de Fora. O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh (O Jovem Messias) e roteirizado por Mario Frias. Parte das filmagens aconteceu no Brasil, incluindo gravações em São Paulo e Brasília.

O longa também enfrentou problemas de bastidores ao longo do desenvolvimento. Reportagens publicadas por veículos como Intercept e O Globo citaram atrasos financeiros, denúncias trabalhistas e dificuldades de produção durante as gravações. Mesmo assim, os responsáveis pelo projeto afirmam que o filme segue em pós-produção e mantém planos de lançamento internacional em inglês, mirando principalmente o mercado conservador americano impulsionado pelo sucesso de produções como Som da Liberdade.

A discussão sobre financiamento reacendeu debates envolvendo leis de incentivo no audiovisual brasileiro. Especialistas do setor lembram que, mesmo nos mecanismos federais mais robustos do cinema nacional, como Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Lei do Audiovisual, os limites tradicionais de captação costumam ficar muito abaixo dos R$ 61 milhões citados nos áudios envolvendo Vorcaro.

Em determinadas linhas da Ancine, projetos de longa-metragem costumam operar entre faixas de R$ 8 milhões e R$ 15 milhões, o que reforçou a percepção de que Dark Horse dependeu majoritariamente de investimento privado para alcançar uma escala internacional.

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