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Da Frigideira: Fúria de Titãs

Épico grego tem ótimos efeitos e ação mas história pra minotauro dormir

Érico Borgo
30.03.2010
00h42
Atualizada em
21.09.2014
14h00
Atualizada em 21.09.2014 às 14h00

O Omelete assistiu em Londres ao aguardado Fúria de Titãs, refilmagem do clássico da Sessão da Tarde, aventura imortalizada pelo talento do animador de stop-motion Ray Harryhausen, que dos anos 50 aos 70 deu vida a alguns dos monstros mitológicos mais inesquecíveis já vistos no cinema.

Na trama do remake, o mundo dos deuses e dos homens está em guerra. Zeus (Liam Neeson), deus de todos os deuses, está irado com o descaso dos humanos para com seus criadores imortais. Na cidade de Argos, o rei incita seus súditos a abandonarem as preces a Zeus - o que enfraquecerá todo o panteão do Olimpo. Enquanto estátuas são derrubadas, porém, o traiçoeiro Hades (Ralph Fiennes), o mestre das profundezas abissais, forja um plano para restituir o poder aos deuses: se em dez dias os homens não demonstrarem seu amor sacrificando a princesa Andrômeda (Alexa Davalos), ele enviará o poderoso Kraken para destruir a cidade e cada um de seus habitantes. A salvação repousa nos ombros de Perseu (Sam Worthington), filho de pescadores que descobre ser um semideus. Ele parte então em busca da única arma capaz de matar o Kraken.

Fúria de Titãs

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Fúria de Titãs

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Por mais que tivéssemos entrado no cinema ansiando para gostar do filme - como fãs do original e do cinema "espada e sandálias" -, infelizmente, porém, não temos boas notícias aos omelenautas...

O péssimo roteiro e a direção desleixada de atores transformam o filme que poderia ser um novo clássico do gênero em um longa de ação mediano. Dá pra se empolgar bastante com as batalhas, as criaturas são grandiosas e os cenários (boa parte deles construídos de verdade) impressionantes, mas tudo o que liga uma cena de pancadaria fantástica a outra simplesmente não funciona.

Pior ainda é o 3-D. Avatar cimentou a mania pelo tridimensional em Hollywood - mas também estabeleceu um patamar de qualidade que a indústria vai demorar para conseguir equiparar. A não ser, claro, que empregue a tecnologia criada por James Cameron. Não é o caso em Fúria de Titãs, que passou por uma conversão para o formato que chega a distorcer as formas dos atores em alguns momentos. Aqui também o filme só funciona mesmo nas cenas de ação, nas quais a atenção aos detalhes é impossível.

Prefira, portanto, a versão 2-D. Deve melhorar a experiência. Mas não muito. Baixe - bastante - suas expectativas e prepare-se para um épico grandioso visualmente, mas muito pobre em roteiro e com atuações abaixo da média.

Fúria de Titãs chega aos cinemas dos Estados Unidos no dia 2 de abril. No Brasil, a data prevista é 21 de maio, com versões em 2-D e 3-D. O Omelete publicará entrevistas com o elenco, incluindo Worthington, Davalos, Gemma Arterton e o diretor Louis Leterrier na semana que antecede o lançamento. Eles defendem o 3-D convertido, contam boas histórias do set, discutem o passado de seus personagens e falam sobre como foi atuar nesta grandiosa produção. Aguarde!

Leia tudo sobre o filme no Especial Omelete Fúria de Titãs

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