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Um Natal Brilhante | Crítica

Um Natal Brilhante

Érico Borgo
07.12.2006, às 00H00
ATUALIZADA EM 09.12.2016, ÀS 22H00
ATUALIZADA EM 09.12.2016, ÀS 22H00

Um Natal Brilhante
Deck the Halls

EUA, 2006
Comédia - 95 min

Direção: John Whitesell
Roteiro: Chris Ord, Matt Corman

Elenco: Danny DeVito, Matthew Broderick, Kristin Chenoweth, Kristin Davis, Alia Shawkat, Sabrina Aldridge, Jorge Garcia, Dylan Blue, Kelly Aldridge, Fred Armisen, Jill Morrison, David Lewis, Gillian Vigman

Velhote barbudo de pança grande, enfeites cafonas, presentes com laço, árvores com neve de algodão, aflição das compras, generosidade sazonal... é Natal e todo ano é a mesma coisa. Aproveitando a onda das festas, o cinema também veste seu gorro vermelho.

Dezembro é o tradicional mês de filmes-família sobre as confusões geradas pela correria dessa época do ano e Um Natal brilhante (Deck the halls, 2006) é só mais uma na extensa lista de produções dispensáveis sobre o tema.

O longa do fraco John Whitesell (Mamãe Zona 2) não traz um sopro sequer de novidade. Segue o ABC do gênero com um sujeito disputando com o recém-chegado vizinho quem comemora o Natal de maneira mais marcante.

Matthew Broderick vive o primeiro, Steve Finch, oculista de uma pequena e pacata cidadezinha dos Estados Unidos. Conhecido como o "Sr. Natal" no lugar, ele tem tudo planejado. Blusas combinando para a foto do cartão da família, estoque de cinco anos de árvores perfeitas e fez suas compras meses atrás. Enfim, tudo em nome da tradição da festa. Ele não contava, porém, com a chegada de Buddy (Danny DeVito), homem insatisfeito que almeja algo mais da vida que os empregos comuns que consegue. O problema começa quando Buddy enfia em sua cabeça que seu objetivo de vida é fazer com que a pirotécnica iluminação de Natal de sua casa seja vista do espaço - e o título de "Sr. Natal" periga mudar de dono, afligindo o pacato oculista.

Há uma ou outra situação capaz de produzir risadas, mas a clicheria corre solta, para o desespero de quem espera algo mais dos competentes Broderick e DeVito. Só faltou um labrador no meio pra tornar tudo mais óbvio. O desfecho é igualmente batido, com a inevitável lição de moral sobre entendimento e tolerância.

Fica o destaque, no entanto, para a excelente direção de arte de Dan Hermansen. A casa de Buddy é sensacional quando decorada - completa com telão de alta definição no telhado, show de som e luzes e bonecos animatrônicos. Algo que dá uma nova dimensão à breguice das decorações que surgem anualmente. E aproveitando o assunto... você já viu aquela bolha inflável com neve de isopor que andam vendendo por aí? É a novidade máxima no Natal 2006 e meu vizinho já colocou uma na entrada. Repentinamente passo a entender melhor Steve Finch.

Um Natal Brilhante
Deck the Halls
Um Natal Brilhante
Deck the Halls

Ano: 2006

País: EUA

Classificação: LIVRE

Duração: 95 min

Nota do Crítico
Regular

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