Tudo em Família é mais uma comédia estéril e esquecível na história da Netflix

Créditos da imagem: Netflix/Divulgação

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Crítica

Tudo em Família é mais uma comédia estéril e esquecível na história da Netflix

Elenco encabeçado por Nicole Kidman se esforça, mas não salva o resultado final

Omelete
3 min de leitura
27.06.2024, às 20H00.
Atualizada em 28.06.2024, ÀS 17H45

Principal serviço de streaming no mundo, a Netflix abraçou há anos a missão de ser a nova casa de comédias românticas típicas da Sessão da Tarde. São inúmeras as opções em seu catálogo de filmes com temáticas populares encabeçados por grandes nomes do cinema norte-americano. E como muitos títulos voltados para este nicho, nem sempre a qualidade está à altura de seu elenco. É este o caso de Tudo em Família.

Na trama, a jovem Zara (Joey King) trabalha como assistente pessoal do galã do cinema Chris Cole (Zac Efron). Querido pelos fãs, o ator não poderia ser mais tóxico como chefe; assédio moral e horários absurdos fazem parte da rotina de Zara, que se sujeita à submissão pela esperança de vê-lo abrir caminho para realizar seu sonho de se tornar produtora em Hollywood.

O pesadelo de Zara fica completo quando sua mãe, Brooke (Nicole Kidman), uma escritora famosa e mais velha, começa a se relacionar com Chris, famoso por tratar suas namoradas como objetos descartáveis. A ideia de ver a matriarca se iludindo com o chefe tóxico leva a jovem à loucura, e o novo namoro entre os dois cria situações desagradáveis para o trio.

Como um filme de comédia, Tudo em Família é um título totalmente estéril. Se uma história de um amor proibido com pitadas de humor passa longe de ser novidade, é essencial que os momentos voltados para o riso sejam no mínimo convincentes. Mesmo com a qualidade do elenco principal, o texto da roteirista Carrie Solomon sofre para criar momentos que cumpram uma das principais missões de uma comédia romântica: fazer rir.

O esforço do trio principal para criar o mínimo de conexão entre personagens e espectadores é notável. Joey King faz o que pode com o pouco que lhe foi atribuído, já que sua Zara transita entre a jovem sonhadora e a filha egoísta sem muito explorá-la. Se o intuito de Tudo em Família era mostrar como podemos ser tóxicos e controladores mesmo com boas intenções, o discurso mal estruturado acaba se perdendo nas entrelinhas.

No caso de Kidman, a atriz faz de Brooke a personagem mais interessante em um filme esquecível. A história da mãe trabalhadora que ofuscou o luto da perda do marido para dar um futuro digno à filha ganha cores mais rebuscadas em sua interpretação. Tudo em Família não trata o amor romântico com a mesma idealização simplista de obras mais rasas. Aqui não há o casamento perfeito nem almas gêmeas, mas dois indivíduos em busca das melhores versões de si mesmos - e, quem sabe, encontrar pelo caminho alguém que os faça sentir novamente borboletas no estômago.

Entre erros e acertos, Tudo em Família é um filme que pode te agradar ou não ao fim de suas quase duas horas de duração. Mas com certeza você irá esquecê-lo tão rápido quanto o play que você deu antes de assisti-lo.

Nota do Crítico
Regular
Tudo em Família
A Family Affair
Tudo em Família
A Family Affair

Ano: 2024

País: EUA

Classificação: 12 anos

Duração: 1h51 min

Direção: Richard LaGravenese

Roteiro: Carrie Solomon

Elenco: Nicole Kidman, Zac Efron, Joey King

Onde assistir:
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