Trolls 2

Créditos da imagem: Trolls 2/Divulgação

Filmes

Crítica

Trolls 2

Entre explosões de cores e muita música, continuação prega o respeito às diferenças

Juliana Melguiso
26.11.2020
13h14

Sequências têm a tarefa árdua de manter o nível de seus filmes originais, algumas se arriscam além da sua zona de conforto e outras tentam repetir fórmulas que se provaram carismáticas antes. Apesar de apostar na segunda opção, sem se reinventar, Trolls 2 acaba se tornando uma divertida experiência.

Desta vez, a novata rainha Poppy (Anna Kendrick) e seu amigo Tronco (Justin Timberlake) descobrem a existência de outros mundos além do seu - que é dedicado à música pop - e que englobam outros gêneros, como rock, funk, música erudita, country e techno. Porém, a descoberta dos outros reinos acaba revelando uma ameaça que pode acabar com a paz e harmonia de todos os Trolls.

Se o primeiro longa tinha como mensagem ensinar lições de amor e amizade para as crianças, a sequência traz um doce e objetivo discurso sobre como respeitar as diferenças. Ao descobrirem esses novos mundos, com criaturas bem diferentes das que estão acostumados, Poppy e Tronco aprendem que toda e qualquer pessoa (ou troll) merece viver com amor e respeito.

Talvez um dos pontos mais problemáticos do filme seja a forma como a animação apresenta suas músicas, sem um padrão entre as versões em português e as que se preservam no original. Esse formato já havia sido utilizado no primeiro longa, e talvez seja uma opção para tentar agradar tanto o público infantil como os adultos. Mas causa estranheza ouvir versões dubladas de clássicos como “Barracuda” e “Crazy Train”, enquanto “Rock You Like a Hurricane” surge em sua versão original. Apesar disso, a versão nacional apresenta boas adaptações, principalmente dos protagonistas, interpretados no Brasil pelos atores Jullie e Hugo Bonemer.

Dirigido novamente por Walt Dohrn, o longa usa e abusa de cenas fofas que acabam funcionando em seu contexto, mesmo que tenham desfechos óbvios na maior parte das vezes. Porém, é impossível deixar de notar a excelência técnica da animação, com imagens cheias de texturas que agradam visualmente a quem assiste. Além disso, o longa é extremamente colorido, como uma viagem psicodélica infantil, e em certo momento faz até uma rápida referência às animações surreais que Terry Gilliam criava para as produções do Monty Python.

Entre muita fofura e músicas conhecidas pelo grande público, Trolls 2 entrega sua melhor performance para agradar e ensinar as crianças. Por tabela, é possível que muitos adultos fiquem com o filme na cabeça, cantarolando durante dias as músicas tocadas na animação.

Trolls 2
Trolls World Tour
Trolls 2
Trolls World Tour

Direção: Walt Dohrn, David P. Smith

Elenco: Anna Kendrick, Justin Timberlake

Nota do Crítico
Bom

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados para as finalidades ali constantes.