The Kindergarten Teacher

Créditos da imagem: The Kindergarten Teacher/Netflix/Divulgação

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Crítica

The Kindergarten Teacher

Remake da Netflix para filme israelense acerta no bonitinho, mas perde oportunidade de ser mais

Natália Bridi
07.09.2018
16h09
Atualizada em
07.09.2018
16h21
Atualizada em 07.09.2018 às 16h21

Como quase todo remake hollywoodiano para um filme “estrangeiro”, The Kindergarten Teacher aplica uma boa dose de convencionalismo ao que foi aclamado por público e crítica fora da América do Norte. A versão de Sara Colangelo para o longa do israelense Navad Lapid mantém a aura estranha da sua trama - uma professora de jardim de infância que se torna obcecada por um dos seus alunos -, mas deixa de dar qualquer personalidade cinematográfica ao produto final.

A versão produzida para a Netflix se contenta com a ocasional nudez de Maggie Gyllenhaal como selo de ousadia, sem se preocupar em explorar novas formas de contar uma história sobre frustração e talento. Lisa Spinelli (Gyllenhaal) não é a poetisa que gostaria de ser e o mundo ao seu redor não valoriza a arte como ela gostaria. A sua insatisfação é uma constante na narrativa, mas se torna um traço superficial, uma vez que o filme se concentra no pitoresco da situação, não na loucura da sua protagonista.

Uma mulher adulta que se autodeclara a protetora de um poeta de 5 anos de idade é altamente questionável. O longa, contudo, não se preocupa em defendê-la. Pelo contrário, a paixão de Lisa é tratada com uma boa dose de ironia, seja pelos personagens que a cercam ou mesmo pela atuação de Gyllenhaal. Isso leva a alguns momentos divertidos, mas que no conjunto são uma oportunidade perdida. Havia espaço para um estudo completo de personagem, o resultado, porém, é um filme bonitinho. Estranho, mas bonitinho - muito por conta do articulado Parker Sevak, que realmente convence como menino prodígio adorável.

Das investidas cinematográficas da Netflix, The Kindergarten Teacher não deve ser aquele a levar o serviço de streaming ao Oscar entre os títulos de ficção. Na tela grande o filme não se destaca. Já no tablet, celular, computador ou na TV, é certamente uma boa investida para quem busca uma história um pouco diferente (mas não demais) enquanto procura o que ver na plataforma.

Nota do Crítico
Bom