Elle Fanning em Teen Spirit

Créditos da imagem: Teen Spirit/Divulgação

Filmes

Crítica

Teen Spirit

Elle Fanning brilha (e canta) em história repaginada de busca pelo sucesso

Natália Bridi
13.09.2018
10h09

A história não é nova: menina do interior sonha cantar e entra em concurso de talentos que pode mudar a sua vida. Essa, porém, é uma das qualidades de Teen Spirit, fazer com que uma trama repetida inúmeras vezes soe nova durante 92 minutos.

Estreia de Max Minghella (A Rede Social) na direção, o filme segue Violet (Elle Fanning), que aos 17 anos divide seus dias entre muitas tarefas - escola, trabalho, a fazenda da família e as apresentações em um pub local. Em uma de suas performances passionais para uma plateia apática, ela conhece Vlad (Zlatko Buric), um cantor de ópera aposentado que é tão simpático quanto alcoólatra. Quando o concurso Teen Spirit passa pela Ilha de Wight, Violet precisa de um tutor e Vlad de um motivo para viver, formando uma dupla improvável.

Para captar as diferentes camadas da vida da sua protagonista, Minghella e o diretor de fotografia Autumn Durald-Arkpaw misturam luz natural e neon, paisagens bucólicas e urbanas, delicadeza e decadência. A montagem de Cam McLauchlin une tudo em um estética de videoclipe, mas sem restringir o espaço para que os personagens se desenvolvam.

Minghella, que também assina o script, cria relações complexas em diálogos simples, garantindo que Teen Spirit seja mais do que uma experiência musical/estética. Há todo um mundo em torno de Violet, habitado por pessoas complicadas e carismáticas. Essa não é só a jornada de uma pessoa, mas da sua mãe (Agnieszka Grochowska), de Vlad e outros. O espírito adolescente do título não é uma restrição de idade, mas uma força para recomeçar.

Cantando, dançando e falando polonês, Fanning é a estrela que precisa ser para que a trama tenha credibilidade. É possível torcer pelo sucesso de Violet sem exigir muito da capacidade para suspensão de descrença do público. Essa é uma história que já foi contada, mas feita com dedicação e entusiasmo contagiantes. É possível se emocionar, bater o pezinho durante as cenas musicais e sair sem medo com um sorriso no rolar dos créditos.

Nota do Crítico
Excelente!