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Rota de Fuga | Crítica

Veteranos Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger reunem-se novamente, agora em filme de fuga de prisão

Érico Borgo
10.10.2013
20h09
Atualizada em
29.06.2018
02h47
Atualizada em 29.06.2018 às 02h47

Depois de Os MercenáriosSylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger reúnem-se novamente em Rota de Fuga (Escape Plan). Se nos dois primeiros filmes revisionistas dos ano 80 os dois astros focaram-se no gênero de ação regada à macheza e armas pesadas, neste a parceria retoma outro tipo de produção que marcou época: o filme de fuga de prisão.

Rota de Fuga

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Na trama de Rota de Fuga, Stallone vive Ray Breslin, uma autoridade mundial em construções de segurança máxima. Ele age como um consultor para o governo, sendo encarcerado sob identidade falsa para buscar falhas em penitenciárias diversas e escapar. No entanto, depois de dezenas de serviços concluídos com competência extrema, ele é colocado à prova em uma superprisão inexpugnável, chamada A Tumba, quando forças ocultas aproveitam-se de seus serviços para tirá-lo de ação.

O longa de Mikael Hafstrom (O Ritual) agrada especialmente pela construção dos desafios que o personagem de Stallone enfrenta. As soluções encontradas para as fugas são divertidas e suficientemente verossímeis. As interações entre os dois veteranos também funcionam, dando um clima saudosista ao filme, e o restante do elenco acompanha. Especialmente Jim Caviezel, que vive o diretor da superprisão, outro elemento positivo de Rota de Fuga ao criar um bom vilão.

Quando isolada dentro da prisão e focada no desafio imediato - fugir -, a trama é interessante o suficiente para manter a atenção. Mas a necessidade de uma conspiração maior faz a lógica do roteiro desabar. Entrar em detalhes aqui estragaria surpresas fundamentais da história, mas vale comentar que a reação de Ray ao descobrir quem o colocou na maior provação de sua carreira, uma que quase tirou sua vida, é absurdamente incoerente. Os personagens sofrem ali em prol da relação fraternal/truculenta Sly & Schwarza.

De qualquer maneira, é sempre divertido ver os dois sessentões trabalhando juntos em um longa em que eles efetivamente conversam e não estão ali apenas para correr de um lado ao outro atirando... não que também não façam isso em Rota de Fuga, claro, mas aqui o exagero é apenas no clímax.

Rota de Fuga | Trailer
Rota de Fuga | Cinemas e horários

Nota do Crítico
Bom

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