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Piratas do Caribe - O Baú da Morte | Crítica

Piratas do Caribe - O Baú da Morte

Marcelo Forlani
20.07.2006
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h20
Atualizada em 21.09.2014 às 13h20

Piratas do Caribe - O Baú da Morte
Pirates of the Caribbean: Dead Mans Chest
EUA, 2006
Aventura - 143 min

Direção: Gore Verbinski
Roteiro: Ted Elliott e Terry Rossio

Elenco: Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Bill Nighy, Stellan Skarsgard, Jack Davenport, Kevin McNally, Naomie Harris, Jonathan Pryce, Mackenzie Crook, Tom Hollander, Lee Arenberg, Clive Ashborn.

Piratas do Caribe: A maldição do Pérola Negra (2003) surpreendeu o mundo com sua capacidade de divertir e rendeu aos cofres da Disney cerca de 600 milhões de dólares. A conseqüência? Transformar tudo isso numa franquia e tentar lucrar ainda mais. Assim, seguindo os exemplos recentes de O senhor dos anéis e Matrix, os capítulos dois e três da série foram filmados de uma só vez. Este processo acaba poupando alguns milhões de dólares, que depois podem ser reinvestidos na finalização, com efeitos especiais de última geração. O esforço é gigantesco tanto para equipe técnica quanto para o elenco, que tem de trabalhar junto por intermináveis meses, o que aumenta o risco de guerras de vaidade. Mas tanto pelas entrevistas quanto pelo resultado final, parece que este não foi um dos problemas enfrentados durante a produção de Piratas do Caribe: O baú da morte (Pirates of the Caribbean: Dead Mans Chest, 2006).

Embora a opção seja por um filme mais sombrio que o anterior, a tal da química entre os atores principais continua existindo e desta vez até com direito a um clima de triângulo amoroso - reflexo principalmente da mudança de atitude de Elizabeth Swann (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloom), mais maduros. Depois de uma série de acontecimentos, o outrora ajudante-de-ferreiro-que-descobre-ter-sangue-pirata não vê mais Jack Sparrow (Johnny Depp) como um ídolo e Elizabeth deixa de ser a donzela a ser salva e parte ela mesma para o resgate quando é necessário.

Todas as cenas de ação estão excelentes, muito bem coreografadas e servindo a um propósito maior que é ajudar a contar uma história. No caso, meia-história, já que ainda não sabemos como vai terminar a aventura iniciada quando o casamento de Will e Elizabeth é impedido. Separados, os dois pombinhos passam a rodar os sete mares atrás do Pérola Negra e Jack Sparrow, que por sua vez procura pelo tal baú da morte do título e acaba cruzando o caminho de um antigo conhecido, Davy Jones (Bill Nighy). O capitão do Holandês Voador é um ser meio-homem/meio-monstro-marinho, que vaga pelos oceanos desde o dia em que seu coração foi despedaçado por um caso de amor mal resolvido. A sua tripulação lembra aquele episódio do Pinóquio em que o boneco de pau cai na tentação e vai se transformando em burro. Aqui, porém, para não morrer, os marujos vendem suas almas e também vão se transformando aos poucos em criaturas marinhas.

Mas não pense que apenas o lado dark foi privilegiado, afinal este é um filme-pipoca da Disney lançado durante a época mais importante para as bilheterias estadunidenses: o verão do hemisfério norte. A palavra-chave aqui é diversão e o toque mágico se chama Johnny Depp, que pela primeira vez aceitou fazer a seqüência de um filme e já disse que está pronto para mais, tamanha é a sua afinidade com o bucaneiro mais rock n roll da história do cinema. Seu Jack Sparrow continua tão hilário e caricato quanto no primeiro longa e rouba qualquer cena em que aparece - o grande destaque fica pra seqüência em que ele está vivendo com uma aldeia indígena que o trata como a encarnação de um deus local.

O roteiro é muito bem amarrado e tem cenas de ação tão complexas quanto aquelas geringonças em que uma coisa acaba desencadeando a seguinte, como no Goonies, lembra? E a história é cheia de surpresas e traz de volta personagens que você provavelmente nem lembrava mais. Ah, e láááá no fim, depois de quase 10 minutos cronometrados de créditos, tem aquela famosa cena final, que vai deixar muita gente com a pulga atrás da orelha sobre o que vai acontecer no terceiro filme da série.

Agora, depois de tudo isso, responda rápido: qual o grande problema de Kill Bill Vol. 1? Se você pensou os longos meses que o separam do Volume 2, acabou de descobrir também o defeito de Piratas do Caribe: O baú da morte. O novo longa dirigido por Gore Verbinski é o melhor filme deste meio de ano, porém, seu desfecho real só será conhecido em julho de 2007, quando chega aos cinemas Piratas do Caribe 3: No fim do mundo (provável título de Pirates of the Caribbean: At Worlds End), e isso pode ser um balde de água fria depois de uma inebriante viagem regada a muita diversão, adrenalina e uma garrafa de rum.

Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte
Pirates of the Caribbean 2: Dead Man´s Chest
Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte
Pirates of the Caribbean 2: Dead Man´s Chest

Ano: 2006

País: EUA

Classificação: 12 anos

Duração: 150 min

Direção: Gore Verbinski

Roteiro: Ted Elliott, Terry Rossio

Elenco: Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Bill Nighy, Jack Davenport, Stellan Skarsgård, Tom Hollander, Jonathan Pryce, Naomie Harris, Geoffrey Rush, Kevin McNally, Lee Arenberg, Mackenzie Crook, David Bailie, Lauren Maher, Alex Norton, Vanessa Branch, Luke de Woolfson, Jonathan Kite

Nota do Crítico
Bom

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