Deezer: 1 mês grátis + 20% OFF!

Icone Conheça Chippu
Icone Fechar
Filmes
Crítica

Embora criativo, Pânico 7 dá claros sinais de desgaste da franquia

Sequência entra no universo das deep fakes para injetar fôlego na nostalgia

Omelete
3 min de leitura
26.02.2026, às 10H00.
Embora criativo, Pânico 7 dá claros sinais de desgaste da franquia

Uma franquia como Pânico, já em seu sétimo capítulo nas telonas, precisa se reinventar o tempo todo para se manter relevante. Foi assim com Pânico 4, lançado mais de 10 anos depois do anterior, e com o quinto filme, cuja estreia ocorreu com uma década de distância e introduziu novos personagens em um soft reboot que jogava com o legado do original. Entre brincadeiras de metalinguagem e regras dos slashers, a série do assassino Ghostface sempre encontrou motivações e comentários sobre o gênero para se inovar. Com Pânico 7 não foi diferente, mas o desgaste dos mais de 30 anos de história começam a ficar escancarados.

Com as saídas de Melissa Barrera e Jenna Ortega, protagonistas da nova geração, durante a turbulenta produção do longa, o retorno de Neve Campbell como Sidney Prescott, a scream queen original de Pânico, era a maior jogada possível. Ausente do sexto filme por questões salariais, a atriz volta a ser o centro da obsessão de Ghostface em Pânico 7 com uma conexão que, embora baseada totalmente na nostalgia - força motora da franquia -, merece crédito pela criatividade.

Omelete Recomenda

Em tempos de deep fake, é curioso que Pânico ainda não havia se aventurado por esse mundo para ganhar fôlego. Se o legado de sangue já está batido (filha de Billy Loomis, sobrinhos de Randy Meeks), o poder da tecnologia foi a forma encontrada por Kevin Williamson, criador da saga e estreante como diretor na franquia, para trazer de volta antigos vilões. Quando um novo Ghostface começa a aterrorizar a família de Sidney, um vídeo possivelmente gravado com IA coloca Stu Macher (Matthew Lillard), um dos assassinos do primeiro filme, como principal suspeito.

Em comparação com os anteriores, Pânico 7 brinca menos com a metalinguagem e regras do gênero. Elas ainda estão ali para explicar que o que era novo antes já está batido agora ou para quebrar as expectativas dos suspeitos da vez, todos banhados em clichês (o namorado devoto, o amigo esquisito e fã de filmes de terror) para despistar o espectador. Entre as autorreferências se destacam mais as piadas com a ausência de Sidney dos ataques do Ghostface de Nova York, em Pânico 6, do que qualquer outra. Até mesmo os retornos de Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding) ganham contornos cômicos apenas para enfatizar a ironia do desgaste do gênero.

Embora a criatividade para continuar explorando o legado de Ghostface mereça méritos, o novo filme quase coloca tudo a perder com sua resolução. Sem muitos caminhos para surpreender quando todas as possibilidades para um assassino de slasher já foram usadas e reutilizadas, Pânico 7 conta com o pior final de toda a franquia. Motivações esdrúxulas e revelações ainda piores evidenciam que a saga entrou no tortuoso caminho do enfraquecimento - que pode ser fatal.

Mesmo com seu maior tropeço até aqui, Pânico 7 ainda não é a pá de cal que enterrará a história do Ghostface de vez, ainda mais com um caminho pré-estabelecido para que Tatum (Isabel May), filha de Sidney, continue o legado. Mas com 30 anos de história - e dois reboots nesse meio tempo -, talvez seja melhor deixar o assassino descansar a sua máscara por mais algum tempo

Nota do Crítico

Pânico 7

Scream 7

2026
116 min min
País: EUA
Classificação: 18 anos
Direção: Kevin Williamson
Roteiro: Guy Busick, James Vanderbilt, Kevin Williamson
Elenco: Mckenna Grace, Matthew Lillard, Neve Campbell, Mason Gooding, Celeste O'Connor, David Arquette, Joel McHale, Anna Camp, Courteney Cox
Onde assistir:
Oferecido por

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.