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Crítica

Crítica: O Planeta dos Macacos, 32 anos antes

O Planeta dos Macacos, 32 anos antes

Érico Borgo
02.08.2001
00h00
Atualizada em
05.11.2016
10h08
Atualizada em 05.11.2016 às 10h08

Aproveitando a nova versão de Planeta dos Macacos, nós aqui no Omelete resolvemos prestar uma homenagem ao primeiro filme, um clássico lançado em 1968.

A produção, dirigida por Franklin J. Schaffner (Papillon), foi escrita por Michael Wilson (Lawrence da Arábia, A ponte do rio Kwai) e Rod Serling (do seriado de TV Além da Imaginação) e é baseada no romance de Pierre Boulle, La Planète des singes. A importância do filme para a ficção científica e para a história do cinema é inegável.

Planeta dos Macacos

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O filme foi indicado a três Oscar da academia em 1969: Figurino (Morton Haack), maquiagem (vencedor - John Chambers) e trilha sonora (Jerry Goldsmith). Além dos efeitos especiais inovadores para a época, Planet of the Apes trazia uma crítica social provocadora e surpreendente.

A primeira aparição dos macacos falantes nas telonas começa com o Coronel George Taylor (Charlton Heston) despertando de um sono criogênico após uma viagem espacial. Entretanto, a missão dá errado e a nave cai em um planeta desconhecido. O Coronel americano e sua tripulação saem para explorar o árido território. Depois de uma longa seqüência de astronautas suados caminhando pelo deserto aturando o chato Cel. Taylor (que não pára nunca de reclamar da humanidade), eles finalmente descobrem sinais de vida inteligente. Entretando, a inteligência não está onde deveria...

Enquanto os humanos se parecem com seres da idade da pedra, os macacos se tornaram a espécie dominante. Divididos por castas, raças e ideologias, os símios têm em comum apenas um inimigo: o homem, que é utilizado para trabalhos braçais, experimentos científicos e como caça, pura e simples. Essa distorção da teoria da evolução, simplista a princípio, é uma mera camada entre os diversos níveis a se descobrir na produção. Discussões como o racismo, escravagismo, estruturas sociais, guerra nuclear e o confronto entre a ciência e religião podem ser descobertos no filme.

Além de todas as discussões, o filme tem um final surpreendente. Um dos melhores do cinema de ficção. Cortesia de Rod Serling, que sempre conseguia deixar a audiência atônita em seu Além da imaginação. Não deixe de assistir a nova versão de Tim Burton, mas aproveite e visite o Planeta dos Macacos como foi concebido há 32 anos. Você vai se surpreender.

Se der, aproveite e assista também as continuações, as sátiras, a série de televisão

Nota do Crítico
Excelente!