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Lara Croft: Tomb Raider | Crítica

O jogo deve continuar

Marcelo Forlani
05.07.2001
00h00
Atualizada em
19.11.2016
08h06
Atualizada em 19.11.2016 às 08h06

Recentemente, as garotas têm ganhado muito espaço e força em Hollywood. Veja o caso de "As Panteras", por exemplo. Sucesso de crítica e público. A primeira palavra que vem à cabeça na hora de definir essas "meninas superpoderosas" é heroína, mas sempre senti muito receio em usá-la por causa do seu sentido duplo. Além de ser o feminino de herói, pode ser usado também para falar de uma droga. Desta vez, porém, posso dizer de boca cheia: Angelina Jolie é a heroína de Tomb Raider.

Ela é linda - alguém vai discutir&qt& Ela tem "pedigree" - filha de Jon Voight (que não por acaso foi chamado para interpretar o pai de Lara Croft no filme). Ela é notícia - sozinha ou ao lado do marido Bob Thornton, os dois aparecem o tempo todo em revistas e sites por aí e já conquistaram o título de "o casal mais freak de Hollywood". E ela tem um Oscar em cima da lareira (ou em outro lugar... sei lá!)!!!

Lara Croft: Tomb Raider

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Enfim, ela é perfeita para o papel de Lara Croft. Assim como a personagem criada para embalar as tardes (e noites) no videogame, Jolie adora uma aventura. Nos três meses de treinamento e cinco de filmagens, a atriz dispensou os dublês e colecionou hematomas arranhões. Tudo em nome da adrenalina, combustível indispensável para ambas.

A droga

Assim como acontece nos jogos feitos pela Eidos, o filme passa por paisagens paridisíacas e não faltam tiros, chutes e socos. Várias pessoas colocaram a mão no roteiro. E como em "bolo que muita gente põe a mão a massa desanda", a história é decepcionante. Uma balela do tipo todos os planetas vão se alinhar, fato que ocorre a cada 5 000 anos, e no exato segundo em que isso acontecer, se um tal artefato estiver num ponto X do mundo, a pessoa que o tiver em suas mãos passará a controlar o tempo. Claro que muita coisa vai acontecer até chegarmos no tal momento, mas é pura encheção de linguiça.

O importante é que Angelina Jolie está lá, quase que o tempo todo, preenchendo a telona. Exatamente como Lara Croft, ela usa shorts curtos para mostrar as coxas bem delineadas e uma camiseta justa para, hummmm, vamos dizer mostrar que "tem peito" para encarar a ação. Peitos, aliás, que não são totalmente verdadeiros. Desculpe estragar uma das melhores coisas do filme, meninos, mas os produtores deram uma turbinada com sutiãs com enchimento. Ah, mas preste atenção nas cenas de banho...

O filme se resume única e exclusivamente à Angelina Jolie. Apesar de segurar as pistolas sem a firmeza de quem está atirando, ela está muito bem nas cenas de ação e prende a atenção com seus olhos verdes e, principalmente, seus lábios...

Com todos estes "atributos" Lara Croft: Tomb Raider se tornou o filme estrelado por uma mulher com melhor estréia, 48 milhões de dólares em três dias. E após três semanas, já ultrapassou a barreira dos 100 milhões. La Jolie pode preparar o shortinho, porque o jogo deve continuar!

Lara Croft: Tomb Raider
Lara Croft: Tomb Raider
Lara Croft: Tomb Raider
Lara Croft: Tomb Raider

Ano: 2001

País: EUA

Classificação: 12 anos

Duração: 100 min

Direção: Simon West

Elenco: Angelina Jolie, Jon Voight, Iain Glen, Noah Taylor, Daniel Craig, Richard Johnson, Chris Barrie, Julian Rhind-Tutt, Leslie Phillips, Robert Phillips, Rachel Appleton, Henry Wyndham, David Cheung, David Tse, Ayla Amiral, Ozzie Yue, Wai-Keat Lau, Stephanie Burns, Carl Chase, Richenda Carey, Sylvano Clarke, Olegar Fedoro, Anna Maria Everett

Nota do Crítico
Bom

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