Filmes

Crítica

O Conto da Princesa Kaguya | Crítica

Diretor de O Túmulo dos Vagalumes encanta com nova animação convencional

Érico Borgo
16.07.2015
18h42
Atualizada em
29.06.2018
02h43
Atualizada em 29.06.2018 às 02h43

Isao Takahata, co-fundador do Estúdio Ghibli ao lado de Hayao Miyazaki, realiza em O Conto da Princesa Kaguya (Kaguyahime no Monogatari, 2013) mais uma joia da extensa lista de obras-primas da empresa.A magnífica animação foi criada através de técnicas convencionais. Tudo foi pintado e desenhado em papel e apenas pós-produzido em computadores. O resultado casa perfeitamente com a temática naturalista da história.

A trama adapta uma antiga história japonesa, O Conto do Cortador de Bambu. Nela, um casal que vive na floresta descobre, dentro de um fluorescente broto de bambu, uma diminuta princesa. A menina se transforma em um bebê e logo em uma moça de beleza celestial. Seu pai adotivo, certo de que tal bênção precisa ser celebrada à altura, a leva à capital para ser cortejada e encontrar seu espaço entre a realeza. Mas o coração da "bambuzinho", como a chamam seus amigos da floresta, clama por outras coisas.

Lindamente trabalhado, com belas canções e cheio das mensagens que nesses anos todos tornaram-se sinônimo de um dos maiores estúdios de animação do mundo, O Conto da Princesa Kaguya encanta a cada momento, seja no desenho de uma rã, no tombo de um bebê, no design dos personagens ou no mágico climax. Uma animação madura, que não se furta a tratar de sentimentos ou situações difíceis, mas o faz com a sensibilidade que só o Estúdio Ghibli é capaz.

Nota do Crítico
Excelente!

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