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Crítica

Missão: Impossível II | Crítica

Mi2: impossível não gostar

Marcelo Forlani
13.07.2000
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h11
Atualizada em 21.09.2014 às 13h11

Missão: Impossível 2, um dos grandes sucessos do verão americano, chega ao Brasil embalado. O filme conseguiu unir o carisma e o charme do galã Tom Cruise ao talento de John Woo, o melhor diretor de ação do momento. No seu primeiro fim-de-semana de exibição, o filme faturou US$ 72 milhões, ficando atrás historicamente apenas de Jurassic Park - O Mundo Perdido.

Muitas coisas ajudaram a atrasar o cronograma de lançamento de Mi2, entre elas as cenas de ação, todas muito bem filmadas por John Woo e com a sua assinatura: câmera lenta e movimentos circulares. Tom Cruise gravou sem dublês a maior parte do filme, deixando o diretor e toda a sua equipe muito preocupados. A cena em que Ethan Hunt, o personagem interpretado por Cruise, está escalando um penhasco, acredite ou não, foi filmada com o próprio ator pendurado nas montanhas de Utah, um dos sets de filmagem.

O resto do filme foi feito na Austrália e, segundo os próprios australianos, a sede dos próximos jogos olímpicos foi muito bem fotografada, mostrando os pontos turísticos da cidade no seu dia-a-dia e não apenas os cangurus, coalas e crocodilos, como geralmente acontece. Mais um ponto positivo para a dupla formada entre Woo e Cruise, que co-produziu o filme ao lado de sua ex-empresária, Paula Wagner.

O roteiro é o ponto fraco do filme. Privilegiando apenas o ator principal, ele deixa os demais personagens em segundo plano e desfocados. Basta ver o que acontece com a ladra Nyah. Depois de uma perseguição automobilística (um dos destaques positivos do filme) que quase acaba em morte, ela se atira nos braços de Ethan e, já no dia seguinte, está tramando com ele como entrar no esconderijo do inimigo, um ex-namorado seu. Tudo assim, fácil. Talvez só James Bond para conseguir isso com uma mulher em tão pouco tempo. 

Em poucas palavras, a história mostra a disputa por um vírus mortal (Chimera), que pode acabar com uma vida humana em poucas horas. Os bandidos querem por a mão nesta arma biológica para poderem enriquecer vendendo o seu antídoto (Belleraphon). É aí que entram Etham Hunt e sua equipe. Este plot é muito menos complexo que o do filme de 1996, dirigido por Brian De Palma, mas as cenas de ação que John Woo filmou compensam e ainda deixam um gostinho de quero mais na boca.

Diversão garantida para os meninos que gostam de ação de John Woo e para as meninas que gostam do charme do Tom Cruise.

Nota do Crítico
Bom