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Crítica

Kick-Ass 2 | Crítica

Fiel às HQs e ao primeiro filme, sequência deve agradar aos fãs

Marcelo Forlani
21.10.2014, às 11H36
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H41
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H41

Em 2010 todo mundo ficou impressionado com o alto grau de violência gráfica de Kick-Ass - Quebrando Tudo e, principalmente, com a Hit Girl (Chloë Grace Moretz). Mas, sem medo de errar, dá para dizer que quem mais ficou impressionado com a agilidade daquela pré-adolescente foi o próprio protagonista do filme, o Kick-Ass (Aaron Taylor-Johnson). Prova disso é que ele passa a maior parte dos 103 minutos desta sequência tentando convencê-la a voltar à ativa.

Kick-Ass 2

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Para quem não leu os quadrinhos e não viu o primeiro filme, um rápido flashback para explicar a situação toda: depois que seu pai, Big Daddy (Nicolas Cage), é morto, ela é adotada pelo Detetive Marcus Williams (Morris Chestnut). Para tentar evitar o mesmo destino à menina, o policial faz de tudo para afastá-la das ruas e do combate ao crime. Tudo mesmo, inclusive colocá-la em contato com as meninas da equipe de cheerleaders da sua escola - o que rende uma boa cena que não estava nas HQs.

O arco da Hit-Girl neste segundo filme pode ser comparado ao de Kal-El no segundo filme do Superman estrelado por Christopher Reeve. Enquanto ela tenta se adaptar a uma vida de civil, um grupo de supervilões é montado. No comando está o ex-Red Mist (Christopher Mintz-Plasse), que agora quer ser chamado de Motherfucker. Enquanto isso acontece, Kick-Ass se junta a outros mascarados que andam pelas ruas de Manhattan para proteger a cidade e assim ajuda a formar a Justiça Eterna, grupo liderado pelo Coronel Stars and Stripes (Jim Carrey).

Bastante fiel ao segundo volume da HQ criada por Mark Millar e John Romita Jr., a história consegue trazer novos problemas e dramas aos personagens - o que é ótimo. É muito bom também ver que o bom humor dos diálogos se manteve, assim como as inúmeras citações ao mundo pop - de Will Smith e Homem-Aranha a Batman e Robin. E para finalizar temos de novo a violência, que desta vez é ainda mais exagerada, mas não a ponto de virar mais um filme gore nos cinemas. Juntando tudo isso, você tem em mãos a fórmula de Kick-Ass 2 (2013), que se espelha no que funcionou no primeiro, mas sem o estilo de Matthew Vaughn, que preferiu apenas assinar a produção enquanto Jeff Wadlow assumiu a direção.

Mais uma vez, Chloë Grace Moretz é a grande estrela. A menina, que agora tem 16 anos, chuta, pula, dá tiros e tem as melhores cenas de ação. É ela quem vai tentar treinar Kick-Ass no começo do filme. À Aaron Taylor-Johnson cabe o prêmio de melhor transformação do longa. Ele vai do nerd gordinho ao sarado com direito a tanquinho e tudo mais. Christopher Mintz-Plasse fica com o papel mais engraçado. Com suas roupas de couro e jeito de menino mimado, ele tem diálogos divertidíssimos, dignos de McLovin. Jim Carey, que saiu publicamente criticando o grau de violência do filme, deveria é ficar quieto, pois o projeto é bem claro desde a sua primeira página. Seu papel, junção de dois personagens das HQs, tem muito mais destaque do que nos desenhos de Romita Jr..

Quem queria mais mudanças com relação aos quadrinhos pode se decepcionar. Mas a verdade é que ao se prender no bom texto de Millar e ao que funcionou no primeiro filme, Wadlow deve conseguir manter o sorriso por baixo das máscaras dos fãs que queriam apenas mais do mesmo.

Kick-Ass 2
Kick-Ass 2
Kick-Ass 2
Kick-Ass 2

Ano: 2013

País: EUA

Classificação: 16 anos

Duração: 103 min min

Direção: Jeff Wadlow

Roteiro: Mark Millar, John Romita Jr.

Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Chloë Grace Moretz, Christopher Mintz-Plasse, Clark Duke, Jim Carrey, Lindy Booth, Donald Faison, Steven Mackintosh, Monica Dolan, Morris Chestnut, Claudia Lee, Amy Anzel, Augustus Prew, Mary Kitchen, Garrett M. Brown, Lyndsy Fonseca, Yancy Butler, John Leguizamo, Robert Emms

Nota do Crítico
Bom

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