Juntos Para Sempre

Créditos da imagem: Juntos Para Sempre/Universal Pictures Brasil/Reprodução

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Crítica

Juntos Para Sempre

Piegas e otimista, sequência de Quatro Vidas de um Cachorro encanta pelos cães, mas entrega drama familiar raso

Mariana Canhisares
06.06.2019
23h58

Depois de passar algumas vidas ao lado de Ethan (Dennis Quaid) e Hannah (Marg Helgenberger), o cãozinho Bailey encontra um novo propósito em Juntos Para Sempre. A pedido do seu velho amigo, ele deixa a rotina que tanto ama na fazenda e assume a missão de proteger a neta dos seus donos, a pequena CJ (Abby Ryder Fortson e Kathryn Prescott). Acompanhando-a desde a infância até a vida adulta, Bailey não apenas a faz companhia nos seus anos solitários de amadurecimento, como se torna um amigo e, por que não, o cupido da menina.

Assim como em Quatro Vidas de um Cachorro, o desenrolar de toda a história é visto a partir da perspectiva de Bailey. Josh Gad novamente dá voz aos pensamentos do cãozinho, incorporando os rosnados e a alegria barulhenta do personagem de brincar e receber recompensas. O recurso, por mais piegas que seja, serve bem ao propósito da produção de humanizar a jornada do bicho e traz um humor inocente e otimista a situações familiares dramáticas. Porém, é inegável que a narração repete muito do que já está na tela, tornando a experiência por vezes mais cansativa do que fofa.

A jornada de CJ, quase uma novela condensada em 100 minutos, também tem seus momentos sonolentos. Bastante episódica, a história frisa muito os grandes problemas da vida da protagonista - isto é, seu relacionamento complicado com a mãe e o dilema de querer ser cantora, mas ter medo do palco -, mas não desenvolve de fato suas resoluções. É tudo muito raso para manter o tom ingênuo e positivo da narrativa, o que tira a força das cenas mais comoventes - e são várias.

Nos seus erros e acertos, Juntos Para Sempre se prova leve e lúdico, como deveria ser. Mesmo com tanta breguice dita inspiradora, o filme encanta pela fofura dos cachorros e fisga o coração do espectador pai de pet. Afinal, quem não gostaria de ter seu bichinho de estimação da infância durante toda a vida?

Nota do Crítico
Regular