Jumanji 2

Créditos da imagem: Sony Pictures/Divulgação

Filmes

Crítica

Jumanji: Próxima Fase

Sequência se aproxima da Sessão da Tarde e agora tem diversão até para os avós

Marcelo Forlani
17.01.2020
19h00

A ficha de “continue” de um fliperama era formadora de caráter. Ela equivalia, na vida real, ao momento em que você aprendia (ou não) a tomar decisões importantes. Em 9 segundos você precisava pesar se valia a pena gastar parte de suas economias no mesmo jogo em que acabou de ser derrotado ou experimentar algo novo. No caso desta reformulada franquia Jumanji, que deixou de ser um jogo de tabuleiro para se tornar um videogame, o “continue” foi praticamente imediato, pois as fichas da bilheteria somaram quase 1 bilhão de dólares. 

A sequência é mais uma vez comandada por Jake Kasdan, que novamente recruta os jovens Alex Wolff, Morgan Turner, Ser’Darius Blain e Madison Iseman para fazer o quarteto protagonista formado pelo nerd, a CDF, o atleta e a popular que acabam vendo suas vidas virarem um game quando são sugados para dentro de um console antigo. Se no remake de 2017, a brincadeira era ver estes estereótipos sendo jogados nos corpos do destemido Dr. Bravestone (Dwayne “The Rock” Johnson), a aventureira Ruby Roundhouse (Karen Gillan), o especialista em animais Franklin “Moose” Finbar (Kevin Hart) e o nada aventuresco Professor Shelly Oberon (Jack Black), a graça agora é incluir na trama novos personagens e desafios. 

Sem dar spoilers, podemos dizer apenas que entram na trama dois personagens novos, interpretados por Danny DeVito e Danny Glover, e que a jogabilidade não será a mesma que vimos no filme anterior. Por ser uma “nova fase”, como já diz o título do filme, os avatares têm upgrades, embora ainda tragam elementos da fase anterior. Enquanto Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) era mais aventuresco, estas novidades aproximam o filme ainda mais da comédia, sem esquecer, claro, as aventuras envolvendo animais - marca registrada desde o livro publicado por Chris Van Allsburg nos anos 1980. 

E neste ponto, é interessante ver como Dwayne Johnson e Kevin Hart se esforçam e conseguem “brincar” com suas novas atualizações. Eles mudam o tom de voz e a velocidade das palavras em busca de risos. Não que seja novidade o talento cômico dos dois. Mas quem chega e rouba a cena é Awkwafina - o que vem se tornando uma constante em sua carreira. Com poucos minutos, a atriz consegue mais destaque do que Nick Jonas no filme anterior. 

Embora Spenser (Wolff) seja o catalisador da volta a Jumanji, a nova viagem vai apresentar novas lições de vidas também aos vovôs Edward “Eddie” Gilpin e Milo Walker, interpretados pelos veteranos DeVito e Glover. A entrada dos dois no elenco torna o filme mais “família” e mais emocional que o anterior. Nesta sua nova fase, Jumanji se torna ainda mais “Sessão da Tarde”. E voltando a falar da ficha do fliperama, se você zerar esta fase como fazia com os jogos, tem um easter egg ali no fim para você… e uma nova fase pronta para ser jogada - porque é disso que Hollywood vive. Enquanto houver fichas, teremos continuações. 

Nota do Crítico
Bom