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Os Bad Boys II | Crítica

<i>Os Bad Boys II</i>

Érico Borgo
18.09.2003
00h00
Atualizada em
08.11.2016
13h02
Atualizada em 08.11.2016 às 13h02

Os Bad Boys II
Bad Boys II
USA, 2003 - 147 min.
Ação / comédia

Direção: Michael Bay
Roteiro: Marianne Wibberley, Cormac Wibberley, Ron Shelton, Ron Shelton, Jerry Stahl

Elenco: Martin Lawrence, Will Smith, Jordi Mollà, Gabrielle Union, Peter Stormare, Theresa Randle, Joe Pantoliano, Henry Rollins

Em 1995, o sucesso de Os Bad Boys catapultou a carreira do diretor Michael Bay - que mais tarde faria A rocha, Armageddon e Pearl Harbor - e lançou Will Smith e Martin Lawrence, os protagonistas, ao patamar de astros em Hollywood.

Oito anos depois, Os Bad Boys II chegou às telas superando seu antecessor em arrecadação e exagerando todos os conceitos criados para o original. Aliás, exagero também no orçamento, que passou dos 23 milhões de dólares do primeiro, para impressionantes 130 milhões, fora a publicidade. Só o cachê dos astros na nova aventura equivale ao dobro do custo total do filme de 95.

Tanto dinheiro permitiu aos produtores extravagâncias, como a aquisição de uma mansão de 5 mil metros quadrados apenas para explodi-la, fechar uma das principais vias de acesso à Miami durante três dias para uma cena de perseguição e transformar em sucata pelo menos uma centena de veículos. Na cena da ponte, 15 carros são arremessados de uma jamanta nos heróis, enquanto dezenas de outros sofrem colisões. O resultado compensa. A seqüência é tão boa quanto a cena da rodovia em Matrix reloaded.

Desta vez, o durão Mike Lowrey (Will Smith) e o neurótico Marcus Burnett (Martin Lawrence), detetives do departamento de narcóticos de Miami, investigam a desova de um carregamento de ecstasy na cidade. Sem querer, descobrem uma conspiração mortal envolvendo um traficante cruel, Johnny Tapia (Jordi Mollà), que está determinado a expandir seu império e a controlar a expansão do comércio de drogas na região, exterminando qualquer um que se intrometa em seu caminho.

Para piorar as coisas, a belíssima irmã de Marcus, Syd (Gabrielle Union), uma agente secreta do DEA, Departamento de Combate às Drogas, também está envolvida no caso. Assim, o que era uma missão de rotina torna-se uma situação pessoal para a dupla, já que Mike e ela estão tendo um relacionamento escondido.

Humor negro

Além da ação desenfreada, os produtores também apostaram no humor em Bad Boys II. As perseguições e tiroteios se alternam com blocos de humor de gosto duvidoso, mas que garantem risadas nervosas. Cadáveres são violados, pessoas são explodidas em pedaços e o politicamente incorreto impera em seqüências perturbadoras, como quando Mike aponta uma arma para um garoto de 15 anos que queria apenas levar a filha de seu parceiro ao cinema, numa época em que Marcus passa por um período de intenso desequilíbrio emocional.

Se observados isoladamente, cada segmento do filme é ótimo - exceto o finalzinho, típico produto da "Era Bush". Entretanto, sem a amarração de um roteiro competente, os 147 minutos da produção podem tornar-se um fardo que seria melhor digerido em pedaços.

O filme certamente ficará muito melhor em DVD, com paradas para pegar mais pipoca, encher o copo de refrigerante, lavar a mão depois da pipoca, atender o telefone (que SEMPRE toca no meio do filme), etc.

Nota do Crítico
Bom