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Crítica

O Agente Teen | Crítica

<i>O Agente Teen</i>

Silmara Albi
17.07.2003
00h00
Atualizada em
03.11.2016
03h00
Atualizada em 03.11.2016 às 03h00

O Agente Teen
(Agent Cody Banks)
EUA - 2003 - 102min.
Comédia/Ação

Direção: Harald Zwart
Roteiro: Jeffrey Jurgensen, Ashley Miller, Zack Stentz, Scott Alexander, Larry Karaszewski

Elenco: Frankie Muniz, Hilary Duff, Angie Harmon, Keith David, Cynthia Stevenson, Arnold Vosloo, Daniel Roebuck

Missão secreta: proteger o mundo de vilões terroristas.

Aparatos tecnológicos disponíveis: um BMW, relógio que emite raios atordoantes, óculos com visão de raios X, sapatos especiais para andar no teto, etc.

Ameaças: Perseguições, explosões e belas mulheres.

Achou que estivéssemos falando de James Bond, não? Caiu da BMW... esses elementos disseminados pelo quarentão 007, o agente secreto mais famoso do mundo, vira e mexe são reaproveitados pelo cinema. Surgem assim sátiras como Austin Powers e Johnny English, modernizações como Triplo X e homenagens bobinhas como Pequenos Espiões.

Desta vez a versão é para os pré-adolescentes. O Agente Teen (Agent Cody Banks, de Harald Zwart, 2003), certamente vai fazer com que muitos garotos sonhem em estar no lugar de Cody Banks (Frankie Muniz, do seriado de TV Malcolm in the Midlle), o protagonista da história.

Cody parece um típico adolescente que adora andar de skate, detesta matemática, fica maluco com sua mãe e se sente um completo idiota quando está perto de garotas. Mas ele esconde um grande segredo que nem mesmo sua família e seus amigos sabem. Cody é, na verdade, um agente secreto de elite da CIA.

O garoto leva a vida dos sonhos da molecada. Ele recebeu um treinamento especial em instalações ultra-secretas, disfarçadas de colônia de férias. Sabe dirigir como um dublê, luta como um profissional, possui um arsenal de invenções legais e, além disso, tem uma chefe inacreditavelmente sexy, a agente Ronica Miles (Angie Harmon, da série de TV Lei & Ordem).

Porém, ao receber sua primeira missão, Cody descobre que tem que se aproximar da garota dos seus sonhos na escola, Natalie Connors (Hilary Duff, do inédito por aqui Lizzie McGuire). Ele precisa espionar o pai dela, um cientista que está desenvolvendo uma frota mortal de Nanobots, robôs microscópicos com o poder de destruir o planeta. Missão de rotina para um espião altamente treinado da CIA, não? Nada disso. A agência de inteligência norte-americana gastou 10 milhões de dólares treinando Cody, mas esqueceu de ensiná-lo como superar a timidez e conversar com as garotas...

Também vale notar que muitos dos aparatos high-tech vistos no filme são reais. O BMW citado no primeiro parágrafo é um modelo de skate, edição limitada, de fazer inveja a qualquer esportista. A máquina voadora, uma espécie de helicóptero em que Ronica chega ao topo de uma montanha, o SoloTrek é de uso restrito militar. A Segway Human Transporter, espécies de scooter vista nas dependências da CIA, são atualmente utilizadas pelos Correios dos Estados Unidos e estão à venda na Amazon.com.

Enfim, como já era esperado, o filme abusa de uma fórmula bastante desgastada, que começa com um ritmo empolgante e passagens cômicas, porém se mostra repleta de clichês e sequências previsíveis. Apesar disso, o resultado é um filme de ação divertido que pode satisfazer a galerinha mais jovem.

Com a boa bilheteria obtida nos Estados Unidos, a produção também já garantiu uma continuação. O novo Agente Teen tem estréia prevista para 2004.