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Crítica

Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas | Crítica

Repete exatamente a mesma fórmula de seu antecessor... e funciona!

Érico Borgo
31.07.2003
00h00
Atualizada em
21.09.2014
13h14
Atualizada em 21.09.2014 às 13h14

Em Exterminador do Futuro (Terminator, de James Cameron, 1984), Arnold Schwarzenegger era o vilão, um robô impossível de ser parado. Oriundo do futuro, sua missão era matar Sarah Connor (Linda Hamilton), mulher que futuramente daria a luz ao líder da resistência humana contra a dominação das máquinas.

No segundo filme - O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final (Terminator 2 - Judgement Day, de James Cameron, 1991) -, Schwarza virou o mocinho. Dessa vez, volta empenhado em impedir que um outro andróide, muito mais avançado que ele, assassine o adolescente John Connor (Edward Furlong), filho de Sarah. O filme foi o mais caro de sua epoca e inovou nos efeitos especiais.

Além disso, a franquia ficou famosa por duas frases ditas pelo robozão: "Hasta la vista, baby" e "Ill be back".

Hes back!

Difícil acreditar, mas Exterminador do Futuro 3 repete exatamente a mesma fórmula de seu antecessor... e funciona! Em A rebelião das máquinas (Terminator 3: Rise of the Machines, de Jonathan Mostow, 2003), o musculoso ator austríaco vive mais uma vez um Exterminador ultrapassado que precisa impedir a T-X, a bela "exterminadora" interpretada por Kristanna Loken, de matar John Connor (Nick Stahl). Inicialmente, a diferença na trama consiste na missão da T-X, que inclui o assassinato de todos os generais da resistência humana do futuro. Porém, um casual encontro com Connor e sua amiga Kate Brewster (Claire Danes) fará com que ela persiga-o durante toda a duração da fita.

Apesar da repetição da receita de sucesso criada por James Cameron (Titanic), o diretor Jonathan Mostow e os novos roteiristas obtiveram sucesso em incorporar elementos de humor na nova produção. A saída provou-se certeira. Satirizar sutilmente certos aspectos da franquia foi uma excelente maneira de apresentá-los novamente, sem parecer repetitivo. A adição de novas informações sobre o futuro apocalíptico da Terra também é bem-vinda, abrindo novas possibilidades para o futuro da série.

A nova produção também mostrou-se no nível das anteriores no quesito "destruição descerebrada". A seqüência de perseguição pelas ruas de uma cidade é, literalmente, devastadora. Nelas, Schwarzenegger, que completou 56 anos ontem (30/7), prova que ainda tem fôlego para mais alguns filmes de ação, apesar de contar agora com o fortuito recurso dos dublês digitais.

Obviamente, há ressalvas. Viagem no tempo é um gênero traiçoeiro da ficção científica. O vai e vem temporal sempre deixa buracos imensos no melhor dos roteiros. No caso de Exterminador do Futuro 3, há discrepâncias gritantes, coisas que poderiam ter sido melhor trabalhadas caso os roteiristas tivessem assistido mais vezes à trilogia De volta para o futuro. Felizmente, nada que prejudique os 109 minutos de agradável diversão do filme. ;-)

Nota do Crítico
Bom